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Correio da Manhã

Política
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Gabinetes do Governo custam 64,4 milhões de euros

Ministros e secretários de Estado têm mais 1,2 milhões de euros para despesas em 2019, um aumento de 1,9% face a este ano.
António Sérgio Azenha 19 de Outubro de 2018 às 01:30
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
Mário Centeno e António Costa
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
Mário Centeno e António Costa
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
Mário Centeno e António Costa
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
António Costa e Mário Centeno
Os gabinetes dos 60 membros do Governo vão custar, em 2019, quase 64,4 milhões de euros. Com a atribuição desta verba, a despesa destes gabinetes terá um agravamento de 1,9%, sendo superior à taxa de inflação prevista de 1,3% para 2019. Ou seja, no próximo ano, os ministros e secretários de Estado vão gastar com os seus gabinetes mais 1,2 milhões de euros do que a verba orçamentada para 2018.

A análise da proposta do Orçamento do Estado para 2019 indica que a maioria dos membros do Governo terá, no próximo ano, um orçamento semelhante ao deste ano para gastos dos seus gabinetes. Mesmo assim, dos 17 ministros, incluindo o primeiro-ministro, nove têm mais verbas nos gabinetes para a realização de despesas, em 2019. E dos 43 secretários de Estado, 25 têm mais dinheiro para fazer face a gastos dos gabinetes.

Como primeiro-ministro, António Costa tem a verba mais elevada para despesas: mais de 3,1 milhões de euros, montante igual ao orçamentado para este ano. Já o gabinete de Mário Centeno, ministro das Finanças, terá um aumento de 11%, o mais elevado entre os ministros, tendo mais de 1,5 milhões de euros.

Os gabinetes de Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros, e Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, contam também com reforços apreciáveis de verbas nos seus gabinetes: o primeiro tem um aumento de 9,6%, recebendo mais de 1,2 milhões de euros; o segundo conta com um acréscimo de 4,9%, recebendo mais de 1,6 milhões de euros; e o terceiro terá também um crescimento de 4,9%, contando com uma verba superior a 1,5 milhões de euros.

As verbas dos gabinetes governamentais são usadas para fazer face às mais diversas despesas: salários de membros do gabinete e respetivas contribuições para a Segurança Social, deslocações e estadas, comunicações telefónicas, combustíveis, livros, prémios e condecorações, pareceres jurídicos.

Siza Vieira tem quase tanto como Costa
Ao acumular  as pastas de ministro Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira dispõe de três milhões de euros para os gastos desses dois  gabinetes. Quase tanto como António Costa.

Presidente tem 14,6 milhões euros para gastos no próximo ano 
O Presidente da República tem um orçamento de mais de 14,6 milhões de euros para fazer face a despesas, em 2019. Com esta verba, Marcelo Rebelo de Sousa dispõe de um aumento de verbas de 0,8% face aos cerca de 14,5 milhões de euros orçamentados para este ano.

Segundo explicou ao CM fonte oficial de Belém, este aumento de 0,8% destina-se a repor os salários do pessoal ao serviço da Presidência. No entanto, Marcelo Rebelo de Sousa deu ordens para que fosse cortada despesa noutras áreas, de modo a que o Orçamento da Presidência da República não represente um acréscimo em relação aos valores do último exercício.

A maior parte da verba será gasta com o pagamento de salários a pessoal dos quadros-regime da Administração Pública, num montante superior a 3,3 milhões de euros. Para deslocações e estadas, segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2019, o Presidente da República dispõe de 270 mil euros.

Já a despesa prevista para a aquisição de combustíveis e lubrificantes de viaturas ascende a 245 mil euros.
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