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Correio da Manhã

Política
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Governo admite mais missões científicas a bordo dos navios da Marinha

João Gomes Cravinho saudou o trabalho em curso pelo navio escola Sagres na sua viagem à volta do mundo.
Lusa 21 de Fevereiro de 2020 às 19:50
Navio-escola ‘Sagres'
Navio-escola Sagres
Navio-escola ‘Sagres'
Navio-escola Sagres
Navio-escola ‘Sagres'
Navio-escola Sagres
Os navios da Marinha poderão no futuro ser mais usados para colaborar em experiências científicas, afirmou esta sexta-feira o ministro da Defesa, que saudou o trabalho em curso pelo navio escola Sagres na sua viagem à volta do mundo.

"Do lado da Defesa Nacional, há abertura para um trabalho mais intenso com a comunidade científica para aprofundar o conhecimento sobre os oceanos, em particular", disse João Gomes Cravinho à agência Lusa.

O ministro falava à margem da assinatura de dois protocolos de colaboração entre o seu ministério e o do Ambiente, que vão usar dinheiro do Fundo Ambiental para estudar a bordo do Sagres, que está em viagem de circum-navegação, os microplásticos no oceano e o circuito elétrico global que resulta das trocas de calor, humidade e energia entre o mar e a atmosfera.

"As experiências científicas não interferem em nada nas componentes operacionais da Marinha, a que é evidente que temos que dar primazia", frisou.

João Gomes Cravinho indicou que a Marinha já tem dois navios hidrográficos com função científica, mas referiu que "na generalidade dos outros navios há abertura para incluir trabalho científico".

Na sua viagem de 371 dias à volta do mundo, que deverá terminar em janeiro de 2021, o navio-escola medirá a presença de microplásticos, através da recolha de amostras de água em vários pontos do seu percurso.

No fim da viagem terá elementos para ser feito um mapa de zonas de acumulação e assim perceber também qual a origem dos microplásticos encontrados.

O Sagres, onde foi instalado equipamento específico para a parte científica da missão, vai também estar ao serviço do projeto SAIL, para estudar as interações entre o mar e atmosfera na chamada camada limite marinha, onde há trocas de calor e humidade e onde se concentram muitas nuvens baixas, com efeitos no clima global.

Os instrumentos a bordo do navio permitirão medir radiação cósmica, radioatividade ambiental e ionização atmosférica.

O ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, irá juntar-se à tripulação do navio entre 25 de fevereiro e 01 de março, com escalas no Uruguai e na Argentina.

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