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Política
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Governo anuncia nacionalização de 71% da Efacec, empresa controlada por Isabel dos Santos

Objetivo da decisão é salvaguardar "uma empresa com grande relevância para a economia portuguesa".
Correio da Manhã 2 de Julho de 2020 às 18:18
A transação foi formalizada depois da aprovação dos reguladores
A transação foi formalizada depois da aprovação dos reguladores FOTO: Paulo Duarte
O Governo anunciou esta quinta-feira a nacionalização da Efacec, empresa controlada por Isabel dos Santos. O objetivo deste diploma é salvar a empresa considerando "o acordo dos restantes acionistas privados", a "a natureza transitória da intervenção" e a "abertura simultânea de processo de reprivatização da posição agora objeto de intervenção pública", segundo avança o site da presidência. 

Esta nacionalização, defende ainda o Governo, não se pode nem deve ser entendida como uma "nacionalização duradoura, antes como solução indispensável de passagem entre soluções duradouras de mercado".  

"O passo dado é crucial e imperioso para impedir o esvaziamento irreversível de uma empresa com grande relevância para a economia portuguesa, quer externa, quer internamente, quer em termos de emprego, quer em termos de inovação e produção industrial nacional", lê-se no site da Presiência. 

O Presidente da República promulgou o decreto-lei "com vista à salvaguarda do interesse público nacional".

Este processo decorre da saída de Isabel dos Santos, filha do ex-Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, do capital da Efacec, na sequência do envolvimento do seu nome no caso 'Luanda Leaks', no qual o Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou, em 19 de janeiro passado, mais de 715 mil ficheiros que detalham alegados esquemas financeiros da empresária e do marido que lhes terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.

A empresária angolana tinha entrado no capital da Efacec Power Solutions em 2015, após comprar a sua posição aos grupos portugueses José de Mello e Têxtil Manuel Gonçalves, que continuam ainda a ser acionistas da empresa, enfrentando atualmente o grupo sérias dificuldades de financiamento devido à crise acionista que atravessa.

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