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Correio da Manhã

Política
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Governo garante que Portugal está preparado caso se confirmem casos de coronavírus no país

Em Portugal, já houve 17 casos suspeitos, que resultaram negativos após análises.
Lusa 26 de Fevereiro de 2020 às 15:59
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva
Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros - Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva
Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros - Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva
Ministro de Estado e Negócios Estrangeiros - Augusto Santos Silva
O ministro dos Negócios Estrangeiros garantiu esta quarta-feira que Portugal está preparado para uma eventual "entrada" do coronavírus Covid-19 no país, com um plano de contingência pronto a ser ativado, mas que este é um problema global que exige ações concertadas.

Escusando-se a comentar as declarações feitas na terça-feira pelo Presidente da República, nas quais Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o Covid-19 pode transformar-se num "problema europeu", o ministro dos Negócios Estrangeiros sublinhou que o coronavírus "já é um problema global" que só pode ser enfrentado com ações concertadas. 

A Organização Mundial de Saúde "está a coordenar um esforço interno muito importante, quer de apoio aos países que mais têm sofrido com esta epidemia, a começar pela República Popular da China, quer na concertação das ações que tomamos para permitir o estancamento primeiro e depois a redução e eliminação" da epidemia, disse à saída de uma comissão parlamentar sobre assuntos europeus.

Augusto Santos Silva também sublinhou a cooperação entre países europeus, referindo as reuniões semanais para controlo feitas pelos Estados-membros da União Europeia desde hoje, e não descartou a eventual necessidade de encerrar fronteiras.

"Vivemos num espaço europeu em que uma das grandes riquezas é ser um mercado único e um espaço de livre circulação", mas "evidentemente, esse espaço de livre circulação tem de ser compatível com medidas técnicas que sejam necessárias para evitar a transmissão de doença", afirmou.

Lembrando que o controlo de fronteiras não é uma responsabilidade do seu ministério, Santos Silva adiantou que é preciso agir "com cautela" e adaptar "as medidas à evolução do conhecimento que vamos tendo, às sugestões que fazem as pessoas que têm capacidade técnica para lidar com estes fenómenos e também em função da coordenação com os parceiros europeus"

"O que faz sentido é que a decisão seja articulada", reforçou, explicando a vontade expressa por alguns países de fechar fronteiras só seria incompatível com as regras europeias se fossem decisões unilaterais.

"Nós beneficiaremos se a nossa decisão for concertada e é nesse trabalho de concertação que estamos empenhados ao nível europeu", concluiu.

O balanço provisório da epidemia do coronavírus Covid-19 é de pelo menos 2.763 mortos e cerca de 81 mil infetados, de acordo com dados reportados por mais de 40 países e territórios.

Além de 2.717 mortos na China, onde o surto começou no final do ano passado, há registo de vítimas mortais no Irão, Coreia do Sul, Itália, Japão, Filipinas, França e Taiwan.

A Organização Mundial de Saúde declarou o surto do Covid-19 como uma emergência de saúde pública de âmbito internacional e alertou para uma eventual pandemia, após um aumento repentino de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão nos últimos dias.

Em Portugal, já houve 17 casos suspeitos, que resultaram negativos após análises.

O único caso conhecido de um português infetado pelo novo vírus é o de um tripulante de um navio de cruzeiros que foi internado num hospital da cidade japonesa de Okazaki, situada a cerca de 300 quilómetros a sudoeste de Tóquio.

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