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Correio da Manhã

Política
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Jerónimo de Sousa: "Alternativa não será possível sem o PCP"

Jerónimo de Sousa foi reeleito secretário-geral do partido por mais quatro anos.
Andresa Pereira 30 de Novembro de 2020 às 08:49
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa FOTO: Lusa
No último dia do XXI Congresso do PCP, Jerónimo de Sousa insistiu que Portugal precisa de uma alternativa de esquerda. Essa alternativa terá de contar com os comunistas. “A alternativa política de esquerda precisa da convergência de democratas e patriotas, da luta dos trabalhadores e do povo, e do reforço do partido. Alternativa política essa que não é possível só com o PCP, mas também não será possível sem o PCP”, afirmou o líder comunista.

Num discurso de encerramento de 20 minutos, Jerónimo de Sousa fez questão ainda de recordar o contributo do partido para o Orçamento do Estado de 2021, porém justificou a abstenção como “um caminho que ficou curto, porque o PS não se liberta das suas escolhas e opções”. O líder garantiu, ainda, que o PCP “não está aqui a prazo datado, nem em período experimental, mas sim disponíveis para fazer o que temos de fazer, o que o congresso decidiu”, referindo-se à eleição dos novos órgãos partidários.

Outro momento alto foi a recondução de Jerónimo de Sousa como secretário-geral, eleito com apenas um voto contra, o seu, já que decidiu não votar na sua própria candidatura.

Aos 73 anos, Jerónimo de Sousa torna-se no segundo secretário-geral do PCP há mais tempo à frente do partido, com uma liderança de 16 anos. Com mais quatro anos pela frente, chegará aos 20. Em primeiro lugar está o histórico Álvaro Cunhal, que conduziu o PCP durante 31 anos.
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