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Correio da Manhã

Política
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Jerónimo defende que EUA mostram capitalismo em crise e que solução é o socialismo

Secretário-geral do PCP reiterou compromisso do seu partido para com "o projeto revolucionário".
Lusa 27 de Setembro de 2020 às 14:31
 O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa
O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa FOTO: Lusa
O secretário-geral do PCP defendeu hoje que a realidade mostra uma crise estrutural do capitalismo, que a pandemia de covid-19 acentuou, dando como exemplo os Estados Unidos da América, contrapondo que o socialismo é o futuro.

Numa intervenção na Voz do Operário, em Lisboa, na abertura de uma conferência do PCP para assinalar o bicentenário do nascimento de Friedrich Engels, Jerónimo de Sousa prestou homenagem ao filósofo alemão, que escreveu com Karl Marx o "Manifesto do Partido Comunista", e expressou orgulho no seu legado.

"É o socialismo, e não o capitalismo, por mais 'humanizado' ou 'verde' que tentem vendê-lo, que é o futuro da sociedade", sustentou o secretário-geral do PCP, nesta ocasião, reiterando o compromisso do seu partido para com "o projeto revolucionário" e a sua determinação em "lutar para que o socialismo se torne uma realidade do amanhã do povo português".

Segundo Jerónimo de Sousa, "a pandemia de covid-19 veio trazer ainda mais luz sobre esta questão", porque "acelerou e aprofundou tendências cujas causas residem no âmago da crise estrutural do capitalismo", demonstrando que "o capitalismo é não só é incapaz de dar solução aos problemas dos trabalhadores e dos povos, como tende a agravá-los e a arrastar o mundo para uma terrível regressão social e civilizacional".

"As profundas contradições capitalistas estão ainda mais expostas e os dogmas do capitalismo selvagem, a que alguns chamam neoliberalismo, caem por terra ao vermos grandes potências mergulhadas no caos e em profundíssimos conflitos sociais, como é o caso dos Estados Unidos da América", apontou como exemplo.

De acordo com o secretário-geral do PCP, "a realidade mostra que o capitalismo não é, nem pode ser e não será o fim da História" e ficou mais visível neste período a sua "a face desumana".

"Contudo, como os fundadores do marxismo já tinham afirmado, não esperemos que o capitalismo caia por si", acrescentou.

Jerónimo de Sousa terminou o seu discurso concluindo que é imprescindível a "unidade, organização e luta" dos trabalhadores e a existência de "um Partido Comunista forte, permanentemente reforçado".

"Nas condições de Portugal, a sociedade comunista que o PCP aponta ao nosso povo passa pela etapa que caracterizámos de uma 'democracia avançada', cuja definição básica assenta na conceção de que a democracia é simultaneamente política, económica, social e cultural", referiu.

O secretário-geral do PCP argumentou que "não há 'modelos' de revoluções, nem 'modelos' de socialismo" e que para a sua implementação há que "ter em conta uma grande diversidade de soluções, etapas e fases da luta revolucionária".

"É com a profunda convicção de que o socialismo se projeta e concretiza no futuro dos povos que, celebrando os 200 anos do nascimento de Friedrich Engels, reafirmamos a determinação do PCP para que o futuro do socialismo se torne uma realidade do amanhã do povo português", declarou.

Nesta intervenção, Jerónimo de Sousa também falou sobre "o socialismo na União Soviética", considerando que, embora derrotado, teve "extraordinárias realizações económicas, sociais e culturais" que "demonstraram a superioridade da nova sociedade", e que não se pode apagar o seu "a insubstituível contribuição da URSS para as grandes conquistas revolucionárias do século XX".

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