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Correio da Manhã

Política
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JOÃO TERESA RIBEIRO VEIO PARA FICAR

O ex-autarca de Vendas Novas, João Teresa Ribeiro, que em Março do ano passado decidiu dar um novo rumo à sua vida na companhia de uma outra mulher, regressou em definitivo a esta cidade alentejana de uma lua--de-mel prolongada em Moçambique.
29 de Janeiro de 2003 às 00:19
“É aqui que me sinto bem. Vim para ficar”, garantiu ao nosso jornal. Para o antigo edil, a vida não tem sido fácil desde que chegou, na passada semana. A sua família, sobretudo os três filhos, um rapaz de 20 anos e duas raparigas, uma com 23 e outra com 17, ainda não lhe perdoaram o romance com a funcionária da Câmara, Maria Carvalho. No entanto, João Teresa Ribeiro tem sido um homem de coragem e tem contado com ajuda e carinho dos populares que o aceitaram de braços abertos.

“Não temos nada a ver com a sua vida particular e ele é livre de escolher quem quer. Gostamos muito dele porque sempre tratou ricos e pobres da mesma maneira e fez muito pela terra”, disse uma residente Antónia Santos, 51 anos.

Joaquim Manuel Silva, outro popular de Vendas Novas e amigo de longa data do ex-autarca, quando este ainda era funcionário da cooperativa local, acrescentou que o povo não tem razões para dizer mal de João Ribeiro, bem pelo contrário: “Foi sempre competente desde que assumiu a presidência em 1980. As pessoas gostam dele e sabem que não roubou nada da Câmara”.

O ex-autarca deixou a edilidade no dia 22 de Março de 2002, numa altura em que se encontrava de férias. Dias depois renunciou ao mandato e no seu lugar ficou José Filipe Barradas, também eleito pela CDU e, na altura, vice-presidente da autarquia e seu braço-direito.

“Dei continuidade aos projectos e estamos a lançar outros de requalificação da cidade”, sublinhou José Barradas, que também manifestou o seu contentamento com o regresso do ex-presidente.

Visivelmente abatido e algo perturbado, João Teresa Ribeiro, que já se encontra reformado, tem passado os dias a cuidar da sua quinta. Sobre o seu passado recente e sobre a vida política pouco quis adiantar. Contudo deixou no ar a sensação de um dia regressar à política, mas não como autarca. Além disso, elogiou o trabalho do seu amigo José Barradas e sublinhou que a Câmara “ficou bem entregue”.
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