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Correio da Manhã

Política
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Marcelo elogia Rui Rio e António Costa pede consenso

Primeiro PS, depois PSD: partidos posicionam-se sobre uma recandidatura do Presidente da República.
Janete Frazão e Salomé Pinto 23 de Maio de 2020 às 09:37
Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio
Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Rio FOTO: Lusa
Numa altura em que ferve o aparente apoio de António Costa a Marcelo Rebelo de Sousa numa eventual recandidatura a Belém, o Presidente da República foi almoçar com Rui Rio, a quem fez "um agradecimento nacional" pelo papel "exemplar" enquanto principal líder de oposição, demonstrando um sentido de Estado "essencial" no decurso do período crítico que atravessamos por causa da Covid-19.

O cenário escolhido para fazer o rasgado elogio foi Ovar, onde o novo coronavírus teve especial incidência. O concelho serviu esta sexta-feira de palco a um jogo político em que, sem rejeitar em absoluto o apoio do PS, Marcelo abraçou o PSD. "Pertencemos à mesma área. Combinamos orgulhosamente", disse o Chefe de Estado sobre a a convivência "harmoniosa" com Rio, o mesmo termo usado esta semana por Augusto Santos Silva, ministro e dirigente do PS, para definir a relação entre Marcelo e Costa.


A mensagem foi sempre subliminar até porque, quando questionado diretamente sobre o assunto Presidenciais, Marcelo voltou a optar pelo silêncio, com o argumento de que seria "um desperdício" comentar um assunto que não é "urgente" nem "prioritário". "O resto tem o seu tempo e o seu momento", acrescentou, num discurso alinhado com o de Rio. "A vida ensina a fazer uma gestão correta do tempo", afirmou o líder laranja sobre a corrida a Belém. Já em relação ao apoio do PS a Marcelo, atirou: "Fez o que entendeu. Mas o dr. António Costa não é do PSD."

O primeiro-ministro é do PS mas pede agora unidade e consensos com outros partidos. Na quinta-feira à noite, no início da reunião da Comissão Política do PS, Costa pediu aos socialistas "humildade para compreender que, por muita força que o PS possua, precisa de todos os diferentes partidos (...) para prosseguir este caminho muito exigente" que o País tem pela frente.

Dirigente socialista arrasa candidata "populista" a Belém
Porfírio Silva, dirigente do PS, considera que "o pior" para os socialistas é só ter disponível para as Presidenciais um candidato "populista". A posição foi defendida na reunião da Comissão Política, num discurso em que o alvo foi Ana Gomes. Sem nunca se referir diretamente à ex-eurodeputada, o também ‘vice’ da bancada do PS considerou-a "um candidato populista, sem histórico de um programa de esquerda articulado e coerente, mas com um histórico de pintar o PS como uma associação de malfeitores".
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