Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
7

Marcelo pede união à Europa e vai reunir amanhã para debater renovação do Estado de Emergência no País

Pedido surgiu depois de uma reunião com as confederações de Comércio e Turismo.
Correio da Manhã 30 de Março de 2020 às 17:20
A carregar o vídeo ...
Marcelo pede união à Europa e vai reunir amanhã para debater renovação do Estado de Emergência no País
Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, pediu esta segunda-feira união à Europa e anunciou que vai reunir esta terça-feira para debater extensão do Estado de Emergência no País.

O pedido foi feito pelo Chefe de Estado esta segunda-feira depois de ter recebido, no Palácio de Belém, as confederações de Comércio e Turismo, numa altura em que se vive a pandemia de coronavírus a nível mundial.

Presidente da República considera "exercício especulativo" debater futuras soluções políticas

O Presidente da República classificou esta segunda-feira como um "exercício meramente especulativo" discutir soluções políticas futuras depois da crise sanitária da covid-19, considerando que há ainda "muito a fazer" para se "congeminar sobre um futuro longínquo".

No final de audiências com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal e a Confederação do Turismo Português, Marcelo Rebelo Sousa foi questionado se Portugal precisará de um governo de salvação nacional, depois de no domingo o líder do PSD, Rui Rio, ter dito que, após o fim da pandemia da covid-19, "o Governo que vier será de salvação nacional" - ainda que seja o mesmo - para responder aos efeitos da crise económica.

"Isso é a mesma coisa que falar nas presidenciais, é o que se chama congeminar sobre um futuro longínquo", começou por afirmar o chefe de Estado.

"Temos o Governo que temos, temos a unidade nacional no parlamento que temos, temos a prioridade que temos: é resolver este problema. Estar a imaginar o que se vai passar depois de um processo em curso é um exercício puramente especulativo", disse.

Questionado se seria desejável um Governo mais forte do que o atual executivo minoritário para enfrentar o problema da futura crise económica, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a defender que a prioridade neste momento é a crise sanitária para a qual existe "unidade nacional".

"Discutir a seguir o ajuste de contas políticas, o que se pensa de A e B? Oh, meu Deus, até chegarmos lá temos ainda muito a fazer", defendeu.

Interrogado se as palavras de Rui Rio, em entrevista à RTP, foram "uma espécie de pôr o carro à frente dos bois", o chefe de Estado respondeu: "É isso. Falaremos oportunamente daquilo que é para depois, não é para já", disse, encerrando o assunto.

Em entrevista à RTP, Rui Rio foi questionado se coloca um cenário de Bloco Central, com PS e PSD no Governo, ou a formação de um Governo de salvação nacional para responder à crise económica do país.

"A isso não lhe vou responder sim, não lhe vou responder não, não lhe vou responder talvez. Não penso nada sobre isso, porque neste momento a prioridade não é pensar sobre isto", alegou o presidente do PSD.

O líder social-democrata acentuou que "neste momento a prioridade não é pensar sobre isto", porque se coloca "a parte sanitária em primeiro lugar".

"Quando vier a economia para o primeiro lugar, então estou convencido de que a sociedade portuguesa vai ter de debater efetivamente a composição de um Governo de salvação nacional. O Governo que vier - pode ser o mesmo, como é lógico - vai ser sempre de salvação nacional", declarou Rui Rio.

Marcelo Rebelo de Sousa Europa Estado de Emergência no País política governo (sistema) chefes de estado
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)