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Correio da Manhã

Política
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Marcelo Rebelo de Sousa defende produção e ataca banca

Chefe de Estado defende que está na hora da banca “retribuir aos portugueses” o contributo dado nos últimos anos.
Janete Frazão 5 de Abril de 2020 às 01:30
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa diz que reabertura das escolas em maio só é possível 'se aguentarmos evolução das próximas semanas'
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
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Marcelo Rebelo de Sousa
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Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
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Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa

O Presidente da República defendeu este sábado que os bancos têm na crise da Covid-19 "uma ocasião para retribuir" aquilo que "cada português contribuiu" para o setor nos últimos anos. "A banca deve ao País", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa durante uma visita a uma sementeira de tomate na Lezíria Grande de Vila Franca de Xira.

O chefe de Estado começou por dizer que vai reunir amanhã, por videoconferência, "com os presidentes dos principais bancos" para os ouvir em relação à atual situação e, nesse sentido, o que pensam fazer para "que o dinheiro chegue ao terreno".


"Por causa das circunstâncias que todos conhecemos, de uma crise que vivemos há anos (...) cada português contribuiu para viabilizar bancos", disse Marcelo, acrescentando que "de algum modo, esta é uma ocasião de retribuir aos portugueses". No entender do chefe de Estado, "agora que [a banca] deu essa volta, e teve o mérito de dar essa volta, o que se lhe pede é outra coisa: é que pegue nas linhas de crédito e faça chegar às empresas, agilize, facilite, porque os processos bancários às vezes são demorados e difíceis". O Presidente quer saber como é que a banca "vai fazer chegar aos portugueses aquilo que não pode demorar muito". Afinal, segundo defendeu, "isto é uma corrida de contrarrelógio e a banca tem de entrar na corrida no contrarrelógio" o mais rapidamente possível, "porque a economia precisa do dinheiro mais cedo, porque as famílias precisam do dinheiro mais cedo, porque os trabalhadores precisam de trabalho mais cedo, precisam de salários mais cedo". Reconhecendo que "é muito popular bater na banca", o chefe de Estado saudou o facto "de vários bancos" - só o BPI resiste em fazê-lo - terem decidido não distribuir dividendos.

Marcelo aproveitou ainda a ocasião para chamar a atenção para a sobreprodução em vários setores. "É preciso que a Europa ajude e Portugal ajude", disse, destacando também as dificuldades vividas no setor dos queijos e do leite. "É preciso dar uma palavra de ânimo àqueles que na agricultura estão a trabalhar", sublinhou.

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