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Correio da Manhã

Política

Marcelo transmitiu a Macron condolências e solidariedade de Portugal face ao ataque que matou três pessoas numa igreja

Presidente da República afirma que recebeu com "profunda consternação" a notícia do ataque na Basílica de Nossa Senhora da Assunção, em Nice.
Lusa 29 de Outubro de 2020 às 18:27
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa FOTO: José Gageiro / Movephoto
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, transmitiu esta quarta-feira ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, as condolências e a solidariedade de Portugal face ao ataque numa igreja católica em Nice que matou três pessoas.

Na mensagem enviada a Emmanuel Macron, divulgada no portal da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa afirma que recebeu com "profunda consternação" a notícia do ataque na Basílica de Nossa Senhora da Assunção, em Nice, no sudeste de França.

"Neste momento difícil, em que a França é novamente confrontada com um vil atentado aos valores que a caracterizam e que nos unem, que condeno nos termos mais veementes, apresento a vossa excelência, em nome do povo português e no meu próprio, a expressão da mais sentida solidariedade e sincero pesar", lê-se na mensagem.

O Presidente da República despediu-se de Emmanuel Macron expressando "a mais elevada consideração e estima pessoal" e reafirmando "a profunda fraternidade para com a França e o povo francês e a firme condenação deste ataque".

Em declarações aos jornalistas, no Palácio de Belém, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa reiterou "a solidariedade do povo português e do Presidente da República Portuguesa" transmitida na mensagem enviada a Macron, "num momento em que a França sofre mais um atentado".

"Não são apenas aqueles que foram visados os que sofrem, é a França, é a liberdade, é a democracia, é o diálogo, é a tolerância, é a liberdade religiosa, é a liberdade em geral. E nisso, naturalmente, todos os democratas estão ao lado dos demais democratas e lutadores pela liberdade, pela paz, pela convivência pacífica e pela tolerância, para além das divergências que possa haver de posições políticas, religiosas, confessionais ou ideológicas", considerou.

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, elevou hoje o nível de alerta terrorista em todo o país, na sequência deste ataque feito por um homem com uma arma branca no interior da Basílica de Nossa Senhora de Nice, em que morreram três pessoas.

Numa declaração no local, o Presidente francês, Emmanuel Macron, qualificou-o como "um ataque terrorista islâmico" e anunciou que o dispositivo militar de segurança passará de 3.000 para 7.000 soldados no país.

"Não cederemos mais", declarou.

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