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Correio da Manhã

Política

Ministro da Defesa ouvido terça-feira no Parlamento sobre apoio dos militares

Em causa estão os meios e capacidades da Defesa e Forças Armadas para no combate ao coronavírus.
Lusa 3 de Abril de 2020 às 16:47
João Gomes Cravinho
Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho
Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho
Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho
João Gomes Cravinho
O ministro da Defesa Nacional vai ser ouvido presencialmente na comissão parlamentar de Defesa, na próxima terça-feira, sobre os meios e capacidades da Defesa e Forças Armadas para no combate à pandemia de covid-19.

A audição, a requerimento do PS, vai ser presencial e decorrerá a partir das 16:00 no auditório Almeida Santos, no edifício novo da Assembleia da República, para que seja possível manter as distâncias de segurança recomendadas pelas autoridades de saúde, disse à Lusa o presidente da comissão de Defesa Nacional, Marcos Perestrello.

O PS pretende que João Gomes Cravinho preste esclarecimentos sobre "os meios e capacidades disponíveis nesta área de soberania para prevenir, combater e auxiliar na contenção da pandemia, em coordenação próxima com as autoridades de saúde pública", com as forças e serviços de segurança e com o Serviço Nacional de Saúde.

De acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Defesa, no passado dia 1, havia 50 militares infetados com covid-19, dois deles hospitalizados e os restantes em isolamento social.

Na quinta-feira, o primeiro-ministro, António Costa, declarou que não deverá ser necessário mobilizar as Forças Armadas para reforçar as ações de vigilância, que cabem às forças de segurança, mas caso seja necessário, ressalvou, os militares estarão prontos.

Em relação ao apoio sanitário, o Laboratório Militar já produz desinfetante em gel e testes para despistar a infecção e vários lares de idosos foram descontaminados por militares especializados.

Todas as operações de apoio estão a ser coordenadas pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), que tem a funcionar desde o início do mês "uma Célula Permanente de Crise", onde são analisados os pedidos chegados através da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Aquela célula analisará também eventuais pedidos de "reforço militar", se for solicitado pelas autoridades, "através do oficial de apoio à Força de Reação Rápida", indicou o o EMGFA.

Quanto às unidades de saúde militares, foi instalalado um hospital de campanha do Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, com capacidade para 32 camas e equipamentos de oxigénio, uma área de preparação para profissionais de saúde e uma zona de triagem.

As Forças Armadas disponibilizaram 2.300 camas para reforçar a capacidade do Serviço Nacional de Saúde, das quais "2.000 poderão ser utilizadas para prestar cuidados de saúde não diferenciados" e 300 camas para "apoiar os profissionais do SNS".

No dia 19 de março, o EMGFA fez um apelo à "família militar" - militares na reserva e na reforma e respetivos familiares, civis e ex-militares e familiares - para que ajudem a instituição no "reforço do Serviço Nacional de Saúde (SNS)".

O apelo era dirigido a médicos, farmacêuticos, enfermeiros, psicólogos, técnicos auxiliares de ação médica, entre outros profissionais de saúde, mas também a voluntários com outras formações para outras funções de apoio.

Se alguma das capacidades disponibilizadas vier a ser ativada pelo SNS, as Forças Armadas disponibilizam "a lista de voluntários inscritos e a respetiva formação e competências profissionais".

Até quinta-feira, as Forças Armadas tinham recebido cerca de cinco mil candidaturas de voluntários para ajudar na resposta à pandemia, entre enfermeiros, médicos, assistentes operacionais, psicólogos e socorristas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 54 mil.

O continente europeu, com cerca de 560 mil infetados e perto de 39 mil mortos, é aquele onde se regista o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 13.915 óbitos em 115.242 casos confirmados até quinta-feira.

Em Portugal, segundo o balanço feito esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 246 mortes, mais 37 do que na véspera (+17,7%), e 9.886 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 852 em relação a quinta-feira (+9,4%).

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