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Correio da Manhã

Política
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Ao minuto Atualizado às 17:09 | 06/07

António Costa responde a Ventura: "O Chega vocifera muito mas nada resolve"

"Quando bebés morreram nos hospitais, o governo refugiou-se", disse o líder do Chega.
Correio da Manhã 6 de Julho de 2022 às 15:15
António Costa
António Costa
Debate no Parlamento
André Ventura
António Costa
António Costa
Debate no Parlamento
André Ventura
António Costa
António Costa
Debate no Parlamento
André Ventura
A Assembleia da República debate e vota esta quarta-feira uma moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega, que está chumbada à partida dada a maioria absoluta do PS, devendo o proponente ficar isolado no voto a favor.

A moção de censura foi anunciada na sexta-feira pelo presidente do Chega, André Ventura, justificando com um conjunto de situações que passam pelo "caos absoluto na saúde", as opções do Governo face ao aumento dos preços dos combustíveis, culminando no "ato politicamente mais grave" envolvendo o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

Na moção de censura, intitulada "acabar com a deterioração constante da credibilidade do Governo e o empobrecimento crónico dos portugueses", o partido acusa o Governo de estar "sem estratégia".
Ao minuto Atualizado a 6 de jul de 2022 | 17:09
16:32 | 06/07

Segue-se mais uma ronda de esclarecimentos

Segue-se a segunda ronda de esclarecimentos.

Maria Antónia de Almeida Santos, do PS, afirma que o Governo tem estratégias, inclusive para os casos de obstetrícia.

Do lado do PCP, Alma Rivera acusa o Governo de aumentar os lucros.
16:18 | 06/07

António Costa volta a intervir

O primeiro-ministro volta a intervir para admitir que é necessário "melhor organização, melhor gestão para motivarmos os profissionais de Saúde", afirmando que o orçamento do Serviço Nacional de Saúde aumentou 40% e os profissionais 20%.

"O senhor deputado fala, fala, fala, mas nem uma propostazinha apresenta", acusa Costa.

Sobre o tema dos aeroportos, o chefe do Governo justifica o caos vivido nos aeroportos portugueses com um "efeito em cadeia (...) nomeadamente na Europa.

Sobre a inflação, Costa responde a Ventura: "Se quer cavalgar a onda da inflação a má notícia para os portugueses, infelizmente, é que vamos continuar a ter inflação".
16:09 | 06/07

BE: "Há um sentimento de desgoverno que se vê"

Pedro Filipe Soares, do Bloco de Esquerda, defende que "há um sentimento de desgoverno que se vê", referindo-se ao setor público.

"Esta é a estabilidade que promete às pessoas?", atira.
16:02 | 06/07

Moção de censura não apresenta soluções para problemas de trabalhadores, defende PCP

A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, defende que a moção de censura apresentada não traz soluções "dos problemas que afeta os trabalhadores".

15:57 | 06/07

Cotrim de Figueiredo atira a Costa: "Devia ter mão no seu Governo e não tem"

Segue-se João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, que enumera um "rol de censuras" destacadas pelo partido.

Cotrim de Figueiredo ataca Costa e afirma que primeiro-ministro "devia ter mão no seu Governo e não tem".
15:49 | 06/07

"Vergonha": André Ventura sobre silêncio do PSD

Ventura volta a intervir, considerando uma "vergonha" o facto do PSD ficar em silêncio no debate.

O líder do Chega atira alguns dados sobre a inflação e as consequências da subida dos preços na vida dos portugueses.

15:43 | 06/07

Eurico Brilhante Dias fala agora

Fala agora Eurico Brilhante Dias, do PS.

"Foi mesmo por causa disto, e desta circunstâncias, que os portugueses confiaram no PS e no senhor primeiro-ministro António Costa e lhe deram uma maioria absoluta", começa por dizer o deputado.

Eurico Brilhante Dias recorda o Governo anterior de PSD/CDS para afirmar que era esse o governo que "merecia uma moção de censura porque a prioridade da direita quando foi governo foi cortar, cortar, cortar".

"Não podem trazer uma moção de censura e não querer ouvir…", atira após críticas da bancada do Chega.

15:24 | 06/07

António Costa: "O Chega vocifera muito mas nada resolve"

O primeiro-ministro, António Costa, responde agora a Ventura.

O primeiro-ministro começa por dizer que, em política, "nada é por acaso" e aponta que a moção de censura do Chega foi apresentada "no dia em que se iniciava o Congresso do PPD/PSD e marcada para o dia em que estava prevista uma interpelação do PCP".

"Ou seja, esta moção de censura mais do que dirigida ao Governo é um exercício de oportunidade na competição com os outros partidos da oposição", defendeu.

Para António Costa, a moção de censura é sobretudo dirigida "a uma parte da oposição", numa alusão indireta à nova liderança do PSD.

"O Chega vocifera muito mas nada resolve. Esta é uma distinção essencial entre nós. Os populistas alimentam-se dos problemas", frisa o chefe de Governo, que enumera de seguida vários "feitos" do Governo como a redução da fatura elétrica, com o mecanismo ibérico.

Costa relembra que os "últimos 2 anos foram desafio à resiliência do Serviço Nacional de Saúde" e revela que o dispomos hoje de mais 24674 profissionais ligados à saúde, um aumento de mais de 20%.

"Não negamos as dificuldades e os desafios que temos que enfrentar", admite.

Antes de terminar a sua intervenção, o primeiro ministro afirma ainda que "o Chega está na vida política para fazer barulho, muito barulho, ter palco, ter espaço mediático", sublinhando que o partido "não consegue atingir um governo responsável e focado na sua missão".
15:23 | 06/07

"Os ministros não souberam dar uma resposta digna a um povo digno"

"Os ministros não souberam dar uma resposta digna a um povo digno", disse esta quarta-feira André Ventura sobre a moção de censura ao Governo apresentada pelo Chega.

"Os ministros aqui sentados não souberam dar uma resposta digna ao povo a um povo digno. O primeiro ministro refugiou-se no estrangeiro para não falar do caos na saúde. Quando bebés morreram nos hospitais, o governo refugiou-se", atira o líder do partido, considerando que "o castigo dos bons que não têm coragem de fazer política é depois serem governados pelos maus", afirma Ventura, que justifica a moção apresentada pelo seu partido com a "desorganização e desorientação" do Executivo.

"O senhor primeiro-ministro sabe que tem pela frente um desafio que já não consegue concretizar, a desorganização e a desorientação geral do Governo são prova disso mesmo. O caos na saúde, nos combustíveis, no aeroporto e um ministro que já não existe são a prova final que precisávamos de que este Governo já não está cá para exercer funções", afirmou.

Parlamento André Ventura moção de censura debate
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