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Correio da Manhã

Política
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"Este Governo tresanda a velho": Luís Montenegro encerra Congresso do PSD

Novo líder do PSD discursa no encerramento do 40.º Congresso do partido. 
3 de Julho de 2022 às 13:50
Luís Montenegro
Luís Montenegro FOTO: CMTV

O novo líder do PSD, Luís Montenegro fez na tarde deste domingo um discurso de encerramento no 40.º Congresso do partido, onde começou por cumprimentar "com amizade" o presidente da câmara do Porto, Rui Moreira. 

Para quem estava a assistir ao congresso, Montenegro deu uma garantia: "Fizemos a nossa discussão com elevação e saímos daqui ainda mais unidos e coesos em volta do nosso projeto político". 

"Os tempos exigem governos fortes", afirmou o líder, agora numa temática virada para os tempos atuais, citando ainda Yuval Harari: "Não há tempo para quase nada e é preciso tomar as decisões mais importantes da história da Humanidade nos próximos anos". 

Luís Montenegro assegurou que nunca associará o partido a "qualquer política xenófoba ou racista" e nunca será o líder de um Governo que quebre esses princípios.

"Se algum dia for confrontado com a avaliação dos nossos princípios e valores, o partido pode decidir o que quiser, mas eu não serei o líder do partido", disse, 
nunca referindo o partido Chega, mas este esteve implícito nas suas palavras.

Luís Montenegro continuou o seu discurso avisando e atacando o Governo de António Costa."Hoje, governar, mais do que nunca, é ter a coragem de transformar e reformar. Nada disto foi feito em Portugal nos últimos sete anos". 

"Este governo tresanda a velho", rematou.  

Aos olhos do novo líder do PSD interessa "uma sociedade que crie riqueza por si, que confie na livre iniciativa do setor privado e do setor social, e que delegue no Estado funções soberanas da segurança, da defesa e da justiça". 

"Portugal é capaz de fazer muito mais e muito melhor, nós acreditamos que não temos de ser um país pobre", frisou, acrescentado que sabe que tem um caminho longo pela frente. "Também tenho a perfeita noção que isto não se conquista de um dia para o outro, que a credibilidade se alcança com ação e perseverança e que a demagogia e o populismo não são o nosso terreno". 

Luís Montenegro decidiu abordar vários temas distintos estando eles centrados nas famílias, no aumento dos preços, nas consequências da guerra para o país, no futuro dos jovens, no sistema nacional de saúde, no acolhimento de estrangeiros e na transição energética. 

"Defendemos a criação desde já de um Programa de Emergência Social que aproveite o excedente criado pela repercussão da inflação na cobrança dos impostos e inclua medidas como um vale alimentar mensal às famílias de mais baixos rendimentos", afirmou, fazendo uma crítica "à alegria com que o primeiro-ministro e o PS" anunciaram um aumento de pensões para o próximo ano, que decorre da lei.

"Entre maio de 2021 e maio de 2022 a eletricidade subiu 25.1%, o gás subiu 37.4%, os combustíveis 26.17%, a carne 16.9%, o peixe 14.9%, o pão e os cereais 13.5%, as rendas da habitação 3.1%, o mobiliário 16.6%", enumerou Montenegro, julgando o atual Governo. 

Sobre as sequelas da invasão russa na Ucrânia para o país, o líder do PSD afirmou que a culpa não é do governo, porém "é responsável pela maior vulnerabilidade em que estamos e é responsável por uma resposta claramente insuficiente aos efeitos e sociais da conjuntura atual. Uma resposta que ficam aquém do necessário para as famílias pobre e vulneráveis". 

"Este é o PSD, este é o cumprimento do dever, este é o sentimento mais profundo que esta grande organização de pessoas tem em todos os pontos do país", finalizou Luís Montenegro, novo líder do Partido Social Democrata no final do encerramento do congresso. 



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