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Correio da Manhã

Política
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PAN avisa que é “precipitado” fazer já a reabertura da economia

André Silva admite receio de “asfixia democrática” com maior poder do Governo.
José Carlos Eusébio e Wilson Ledo 28 de Abril de 2020 às 08:12
André Silva, deputado do Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN)
André Silva, PAN
André Silva, deputado do Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN)
André Silva, PAN
André Silva, deputado do Partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN)
André Silva, PAN

O PAN avisou ontem o Governo que é "precipitado" reabrir já a economia. "É sempre com risco que voltamos à economia. Mas, do nosso ponto de vista, devíamos esperar mais um pouco", posicionou André Silva numa entrevista à CMTV. O porta-voz considerou que seria preferível esperar por uma baixa do número de casos e de óbitos. "Com um índice de transmissibilidade superior a 1, pode ser precipitado", concretizou.

Já com a passagem do estado de emergência ao estado de calamidade, o PAN admite receios de uma "asfixia democrática", perante o reforço de poderes do Governo, que deixa de estar dependente da Assembleia da República nas decisões tomadas.

Questionado sobre as declarações de António Costa, que tem admitido voltar atrás se a curva da pandemia voltar a subir, André Silva pede prudência: "Seria muito mau para a economia, para o País, para todos nós, se tivéssemos de dar um passo atrás".

A restauração é um dos setores onde esse regresso será mais difícil. O porta-voz do PAN defende que os apoios às empresas devem ser alargados e acusa o Governo de deixar "desprotegidos" dentistas, cabeleireiros ou sócios-gerentes. "Estas pessoas estão desapoiadas. O Governo esqueceu-se destas pessoas", lamentou.

"Pior do que a letalidade do coronavírus, é a degradação dos sistemas públicos de saúde e sociais", acrescentou. Com um cenário de austeridade a desenhar-se, André Silva avisa que a nova crise não pode ser paga "pelos mesmos". O responsável do PAN propõe que não seja feita a injeção pública de 850 milhões prevista para o Novo Banco e pede a revisão das parcerias público-privadas.

Perante a quebra prevista no turismo, André Silva defende que é altura de repensar o modelo desta atividade. "O investimento no aeroporto no Montijo não deve avançar, por todos os motivos", exemplificou, porque a infraestrutura era justificada com uma subida gradual do número de visitantes que já não se deverá verificar.

O líder do PAN considera ainda que a nacionalização da TAP deve ser avaliada com cuidado: "É preciso perceber se é possível e vantajoso para o Estado fazer uma injeção de capital antes dessa própria nacionalização", afirmou. "Para que mais tarde não nos venhamos a arrepender", justificou André Silva.

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