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Correio da Manhã

Política

Pandemia da Covid-19 limita nova tomada de posse do Presidente

Vão estar no Parlamento menos de 100 pessoas para ver recondução de Marcelo.
João Maltez 9 de Março de 2021 às 01:30
Ferro Rodrigues com Marcelo, após a tomada de posse
Caminhada na rua antes da tomada de posse a 9 de março de 2016 surpreendeu a segurança
Homenagem a Camões e Vasco da Gama
Ferro Rodrigues com Marcelo, após a tomada de posse
Caminhada na rua antes da tomada de posse a 9 de março de 2016 surpreendeu a segurança
Homenagem a Camões e Vasco da Gama
Ferro Rodrigues com Marcelo, após a tomada de posse
Caminhada na rua antes da tomada de posse a 9 de março de 2016 surpreendeu a segurança
Homenagem a Camões e Vasco da Gama

O passeio despreocupado e sem receio da proximidade aos cidadãos ou a longa sessão de cumprimentos, com apertos de mãos e abraços, como há cinco anos, desta vez não será possível. No arranque para um segundo mandato, a tomada de posse de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República, esta terça-feira de manhã, no Parlamento, será uma cerimónia mais discreta, com a uma assistência reduzida a menos de 100 pessoas, entre as quais 50 deputados e seis membros do Governo.

O contexto pandémico explica a cerimónia mais reservada na qual Marcelo será reempossado, em pleno estado de emergência, decretado devido à crise sanitária, que acabou por marcar o último ano do primeiro mandato.

Numa Presidência marcada pelos afetos, proximidade e aposta na estabilidade política, o entendimento com o Governo só foi quebrado, a espaços, por casos como os dos incêndios de Pedrógão ou o roubo das armas em Tancos. O primeiro-ministro, António Costa, viria a ser, aliás, numa visita à fábrica da Autoeuropa, em Palmela, uma espécie de promotor da recandidatura de Marcelo a um novo mandato.

A 24 de janeiro último, Marcelo venceria as Presidenciais, com 60,67% dos votos expressos, a terceira maior percentagem neste tipo de eleições. Hoje, o líder do Parlamento, Ferro Rodrigues, volta a dar-lhe posse, por mais cinco anos.

Marcelo passa “das palavras aos atos”
O Presidente da República avançou esta segunda-feira que os passos dados para a igualdade de género no País não são ainda suficientes, mas quis passar “das palavras aos atos” com mais mulheres na sua equipa. Numa nota para assinalar o Dia Internacional da Mulher, Marcelo referiu que no seu segundo mandato terá mais de 60% de mulheres entre os consultores da sua Casa Civil – 21 mulheres e 12 homens. Já na Casa Militar haverá três mulheres e quatro homens.
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