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Política
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Passos Coelho critica António Costa em apresentação de livro de Carlos Moedas

Ex-primeiro-ministro diz que nunca quis uma pasta que só serve para propaganda dentro do País.
Daniela Polónia e Wilson Ledo 19 de Fevereiro de 2020 às 01:30
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Passos Coelho ataca António Costa em apresentação de livro de Carlos Moedas
Pedro Passos Coelho criticou António Costa, esta terça-feira, durante a apresentação do livro ‘Vento Suão: Portugal e a Europa’, de Carlos Moedas, ex-comissário europeu.

"Nunca pedi a pasta dos fundos estruturais. Não percebo porque é que o atual Governo a pretendeu. A última coisa que interessa a um País beneficiário dos fundos é ficar com a responsabilidade dos fundos – a não ser para fazer propaganda dentro do País", disse o ex-primeiro-ministro.

O livro reúne as 75 crónicas de Carlos Moedas publicadas no Correio da Manhã. Passos Coelho não poupou nos elogios, destacando a forma "prestigiante" como desempenhou funções. "Pensei sempre que seria um bom comissário, é um homem da Europa, com espírito de abertura e cosmopolita".

O ex-líder do PSD recordou ainda que a escolha de Moedas para dirigente europeu não foi vista com bons olhos pelo PS, então na oposição.

"O agora primeiro-ministro disse que o pior sinal que o Governo podia dar era o de nomear alguém que não se debatesse pela mudança da política europeia, que tínhamos ido escolher o pior ortodoxo. Foram palavras exageradas", disse. Logo depois, Passos Coelho relembrou que agora Costa faz um balanço positivo daquilo que foi o trabalho de Moedas: "Até o chamou a São Bento para uma bonita cerimónia de passagem de pasta", ironizou.

Maria Luís Albuquerque, antiga ministra das Finanças, esteve para ser comissária europeia, a pedido de Jean-Claude Juncker, ex-presidente da Comissão Europeia. Passos equacionou a hipótese mas acabou por não aceitar devido à situação do BES, que "inspirava a maior das preocupações". "Estávamos numa semana crítica."

Perante muitos notáveis da política nacional, Moedas recordou os momentos difíceis do governo do PSD, antes da ida para Bruxelas. "Naquele Governo, cada dia contava por três dias. Era como estar na tropa, nas trincheiras, na guerra." Com a publicação deste livro, o social-democrata explica que quer continuar a contribuir para o esforço de contar a história da Europa de uma forma simples.

"Trouxe-nos reflexão muito independente"
"Moedas trouxe-nos reflexão simples, muito bem escrita, muito independente sobre o projeto europeu", elogiou Octávio Ribeiro.

O diretor-geral editorial da Cofina recordou que as crónicas de Carlos Moedas reforçaram a comunicação do CM.
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