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Correio da Manhã

Política
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PCP admite "ligeira redução" do comité central no congresso de novembro

Na reunião do fim de semana foram aprovados "os critérios" para escolha dos futuros membros.
Lusa 2 de Julho de 2020 às 13:38
 O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa
O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa FOTO: Lusa
O PCP admite uma "ligeira redução" do comité central a eleger no congresso nacional, em novembro, que também deve sofrer uma "natural renovação", foi esta quinta-feira anunciado.

A hipótese de reduzir o comité central, atualmente com 144 elementos, segundo o "site" do PCP, é admitida no comunicado final da reunião deste órgão, realizada em 27 e 28 de junho, e publicado na edição de hoje do jornal oficial do partido, Avante.

O comité central do PCP, "considerando a experiência do trabalho de direção, deverá manter as suas características nomeadamente, no que diz respeito às suas competências e dimensão, admitindo-se que este possa ter uma ligeira redução", lê-se na versão integral do comunicado.

Na reunião do fim de semana foram aprovados "os critérios" para escolha dos futuros membros do comité central, que não são publicadas, nem nada diz sobre a escolha do secretário-geral, que, estatutariamente, é feita pela nova composição do órgão máximo dos comunistas, em congresso.

No entanto, em termos genéricos, é dito, no comunicado, que deve manter-se "uma ampla maioria de operários e empregados, com uma forte componente operária", devendo "integrar quadros do partido -- funcionários e não funcionários -- com responsabilidades no trabalho de direção, camaradas de empresas e locais de trabalho, dirigentes ou ativistas de organizações e movimentos de massas, que se destacam em várias áreas da vida nacional".

"A natural renovação deve ter presente uma composição que alie a participação de quadros com experiência à responsabilização de jovens, bem como de mulheres", segundo o comunicado.

E "deverá manter uma ampla maioria de operários e empregados, com uma forte componente operária", concluiu.

Apesar das restrições causadas pela pandemia de covid-19, desde março, a primeira fase da preparação do congresso, de discussão das "questões fundamentais" para o partido, "teve um largo número de reuniões e o contributo de muitos membros do partido".

O XXI congresso do PCP realiza-se em 27, 28 e 29 de novembro de 2020 no Pavilhão Paz e Amizade, em Loures, sob o lema "Organizar, Lutar, Avançar - Democracia e Socialismo".

Uma resolução aprovada em março define o calendário de debate interno que, numa primeira fase, até ao final de maio, em que estava previsto fazer uma "discussão em todo o partido das questões fundamentais a que o congresso deve dar resposta" e sobre "as matérias estruturantes a integrar nas Teses - Projecto de Resolução Política a partir das questões, tópicos e linhas" lançados pelo comité central.

A segunda fase prolonga-se até ao fim de agosto para serem "elaboradas as Teses", tendo "em conta o debate e as contribuições recolhidas na primeira fase".

Uma terceira fase decorre até ao fim do mês de setembro, "após a publicação dos documentos no 'Avante'", que, nessa altura, "deverá abrir um espaço dedicado à intervenção dos militantes", realizando-se também as "reuniões plenárias e assembleias das organizações do partido para o debate das Teses" e para a "eleição dos delegados".

Sobre o seu futuro, o secretário-geral comunista, Jerónimo de Sousa, 73 anos, nada tem dito de definitivo quanto a uma eventual saída, afirmando apenas que a questão da liderança "não será um problema".

"Em relação ao futuro, o partido o dirá, com a minha opinião, obviamente", afirmou numa entrevista ao Público e Rádio Renascença em 24 de junho.

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