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Correio da Manhã

Política
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PCP pede "intervenção determinada e firme" contra "forças reacionárias e populistas"

Em causa estão as ameaças de morte contra ativistas e três deputadas.
Lusa 13 de Agosto de 2020 às 17:59
 O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa
O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa FOTO: Lusa
O PCP defendeu esta quinta-feira uma "intervenção determinada e firme de combate à intolerância" levada a cabo por "forças reacionárias e populistas", na sequência das ameaças contra ativistas e três deputadas.

"A ação fascizante que se desenvolve há anos, que tem no racismo uma expressão, é hoje inseparável da promoção dada a forças reacionárias e populistas", refere o partido, questionado pela agência Lusa.

Na ótica do PCP, "a situação exige uma intervenção determinada e firme de combate à intolerância e às ações de confronto com valores e princípios democráticos e com a própria Constituição da República".

As deputadas Joacine Katar Moreira (não inscrita), Beatriz Gomes Dias e Mariana Mortágua (BE) foram visadas num 'e-mail' com ameaças dirigido ao SOS Racismo, além do dirigente dessa associação Mamadou Ba e Jonathan Costa, da Frente Unitária Anti-Fascista, entre dez cidadãos.

O email em causa foi enviado na passada terça-feira, a partir de um endereço criado num 'site' de 'e-mails' temporários, para o SOS Racismo e é assinada por "Nova Ordem de Avis -- Resistência Nacional", a mesma designação de um grupo que reclamou, na rede social Facebook, ter realizado, de cara tapada e tochas, uma "vigília em honra das forças de segurança" em frente às instalações da SOS Racismo, em Lisboa, e que um dos dirigentes desta associação, Mamadou Ba, classificou como "terrorismo político".

"Informamos que foi atribuído um prazo de 48 horas para os dirigentes antifascistas e antirracistas incluídos nesta lista, para rescindirem das suas funções políticas e deixarem o território português", lê-se no 'e-mail' em causa, a que a Lusa teve acesso.

Na mensagem eletrónica refere-se que se o prazo for ultrapassado "medidas serão tomadas contra estes dirigentes e os seus familiares, de forma a garantir a segurança do povo português", e que "o mês de agosto será o mês do reerguer nacionalista".

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