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Correio da Manhã

Política
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"Domínio da esquerda está a acabar": André Ventura junta centenas de pessoas pelo Chega em Lisboa

Manifestação foi convocada com o objetivo de contrariar a ideia de que "Portugal é um país racista".
Lusa 27 de Junho de 2020 às 16:50
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide apoiantes e críticos do Chega
Manifestação do Chega em Lisboa
Manifestação do Chega em Lisboa
Manifestação do Chega em Lisboa
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide apoiantes e críticos do Chega
Manifestação do Chega em Lisboa
Manifestação do Chega em Lisboa
Manifestação do Chega em Lisboa
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
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'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide apoiantes e críticos do Chega
Manifestação do Chega em Lisboa
Manifestação do Chega em Lisboa
Manifestação do Chega em Lisboa
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
'Portugal não é racista' vs 'Não acreditem em tudo o que ouvem': Manifestação em Lisboa divide opiniões
Centenas de pessoas participaram este sábado em Lisboa numa manifestação promovida pelo Chega para mostrar que não há racismo em Portugal e também para apoiar as forças de segurança.

O desfile, que se iniciou por volta das 14h30, no Marquês de Pombal, começou com um louvor do presidente do Chega, André Ventura, às polícias portuguesas em que destacou "Polícia bom é Polícia vivo".

A abrir a manifestação, que durou cerca de uma hora, entre o Marquês de Pombal e o Terreiro do Paço, esteve a faixa "Portugal não é racista" e atrás dela André Ventura ao lado da atriz Maria Vieira.

Sob o olhar atento de alguns polícias, os manifestantes empunharam bandeiras de Portugal e do partido Chega e entre as palavras de ordem destacaram-se "Políticos Elitistas Portugal Não É Racista" e "Chega", sendo "Portugal" a palavra que mais se ouviu entre os manifestantes.

Os manifestantes mantiveram o distanciamento social de segurança devido à pandemia de covid-19.

O líder do Chega, André Ventura, prometeu voltar em breve à rua, substituindo a "direita tradicional" no combate ao domínio da esquerda, contra os "políticos elitistas" e contra "as minorias que não querem fazer nada".

André Ventura assumiu estas posições no final da manifestação, num discurso em criticou a "direita tradicional que tem medo de sair à sua" e em que citou por várias vezes o antigo primeiro-ministro e fundador do PPD, Francisco Sá Carneiro.

"O tempo do domínio da esquerda em Portugal, se não acabou, está a acabar. Por muitas ameaças que me façam, este movimento nacional já não vai parar, nem se vai vergar", declarou o deputado do Chega logo a abrir o seu discurso.

Perante os seus apoiantes, André Ventura citou por várias vezes Sá Carneiro, designadamente quando recorreu ao lema "hoje somos muitos, amanhã seremos milhões", mas também quando afirmou que, desde que morreu o antigo líder dos governos da Aliança Democrática (AD), "Portugal nunca mais teve um político que defendesse os portugueses".

"Por muitos que nos queiram diminuir ou humilhar, nunca caminharemos sozinhos", disse, já depois de ter criticado os presidentes do PSD, Rui Rio, e do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos.

"Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos demarcaram-se desta manifestação, mas os portugueses vão demarcar-se deles. Há sondagens que dizem que vamos ser o terceiro partido", apontou.

Em relação ao PSD e ao CDS, André Ventura deixou mesmo um aviso: "Para essa direita que recusa sair à rua, que tem medo do confronto, digo, esse tempo acabou. Agora é tempo de lutar por este país, que está vergado e humilhado".

A questão das "minorias" foi outro dos temas mencionados pelo deputado do Chega, dizendo que o seu partido "representa o povo comum, o povo português que trabalha, que paga impostos e que rejeita ser extremista".

"Mas o povo comum rejeita sustentar minorias. Minorias que querem continuar a não fazer nada", considerou, antes de elogiar em contraponto as polícias, os professores, os profissionais de saúde, os motoristas de transportes públicos e os empresários.

Na sua intervenção, o deputado do Chega deixou ainda críticas a jornalistas, dizendo que logo à noite "vão dizer que estavam poucas pessoas na manifestação e que havia um conjunto de pessoas falsas".

"Vão dizer que é um conjunto de perfis falsos criados por mim antes de sair de casa e vão dizer que vieram do estrangeiro para aqui. Mas nós não somos como o PS", afirmou André Ventura, antes de visar o Bloco de Esquerda - um momento que motivou logo uma prolongada vaia por parte dos seus apoiantes.

"Nós, Chega, não somos como o Bloco de Esquerda. Felizmente, esses estão a desaparecer e não vale a pena falar muito neles", acrescentou.

A manifestação foi convocada com o objetivo de contrariar a ideia de que "Portugal é um país racista e de que existe na sociedade um problema de racismo estrutural".

"Nós, portugueses, orgulhosos do nosso país e da nossa história - com todos os seus defeitos e qualidades; nós, portugueses, que não somos racistas e que defendemos a sociedade multicultural com todos os seus direitos e deveres, temos de sair à rua e mostrar que recusamos todos os epítetos pejorativos que nos querem colar", lê-se numa carta enviada por André Ventura, líder do Chega, a Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, e Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna, em que era comunicada a intenção de realizar a manifestação.

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