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Correio da Manhã

Política
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PS contorna ‘elefante na sala’ e PSD alivia a pressão

Líder socialista faz arruada em Coimbra, recusando comentar decisão tomada no Parlamento sobre Tancos.
Francisco Manuel, Manuel Jorge Bento, Mário Freire, P.L.L. e P.J.D. 3 de Outubro de 2019 às 08:54
António Costa numa arruada em Coimbra
António Costa numa arruada em Coimbra
Rui Rio em Santa Maria da Feira
António Costa numa arruada em Coimbra
António Costa numa arruada em Coimbra
Rui Rio em Santa Maria da Feira
António Costa numa arruada em Coimbra
António Costa numa arruada em Coimbra
Rui Rio em Santa Maria da Feira

O incómodo caso de Tancos continua a ser o ‘elefante na sala’ do PS, mas António Costa segue em frente recusando perder tempo com as críticas do CDS à decisão de só levar o tema a debate na comissão permanente da Assembleia após a campanha eleitoral. Já o PSD, tirou o pé do acelerador e aliviou a pressão sobre Tancos.

O líder do PS passou pela Baixa de Coimbra, onde o os motoristas dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos o esperavam protestando com duas tarjas grandes que pediam a reposição das carreiras. Um protesto que foi ‘abafado’ pelos elementos da JS, que se colocaram à frente dos motoristas, impedindo António Costa de se aperceber do protesto.

O líder socialista também tentou fugir à questão de Tancos e, quando confrontado pelos jornalistas sobre se a geringonça tinha voltado esta quarta-feira a funcionar no Parlamento – BE e PCP tomaram a decisão ao lado do PS – Costa foi taxativo: "A geringonça tem funcionado desde o primeiro dia." Só mais tarde, já no Porto, durante uma visita às obras da ala pediátrica do Hospital São João, respondeu à líder do CDS sobre Tancos: "É uma matéria lateral que manifestamente não creio que esteja nas prioridades da generalidade dos portugueses e seguramente não está nas minhas."

Já Rui Rio, foi surpreendido com a decisão do Parlamento quando ainda estava em Águeda. "O Parlamento entendeu que deve ser para a semana, por foça da esquerda, é assim que será. A maioria assim decidiu", desdramatizou o presidente social-democrata, lembrando que "o PS afasta-se do BE e do PCP por razões meramente eleitorais".

À tarde, já em Aveiro, o líder do PSD andou no mesmo moliceiro usado por Passos Coelho há quatro anos. Salvador Malheiro, autarca de Ovar e ‘vice’ de Rio, até trouxe esse passado à memória: "Ganhámos as eleições com Passos Coelho." Rio ainda respondeu ao socialista Mário Centeno, frisando que "não pode mandar atordoadas para o ar e trazer para a praça pública coisas que não são verdade sobre a política de finanças do PSD".

"Não tinha grande jeito"
O líder do PCP entende que "não tinha grande jeito" reunir a comissão permanente da Assembleia da República para debater a polémica de Tancos, em plena campanha.

"[Prevaleceram] o bom senso e a lógica, a dois dias do final da campanha. Não tinha grande jeito convocar para esta semana quando pode perfeitamente ser para a outra, permitindo que a campanha seja para colocar compromissos. Para a semana, há tempo", disse Jerónimo de Sousa numa arruada na Baixa da Banheira.

Cristas insultada e empurrada na baixa do Porto
Assunção Cristas foi empurrada e insultada de "ladra"numa tensa arruada do CDS-PP na Baixa do Porto. Membros da comitiva tentaram proteger a líder centrista.

Fernando Barbosa, líder distrital e candidato a deputado, afastou a mulher que empurrou Cristas. "São uns ladrões", referiu uma mulher com palavrões à mistura. Horas antes, em Gaia, Cristas considerou que Ferro Rodrigues "está mais preocupado em proteger o PS do que em proteger o Parlamento", por ter recusado enviar à Justiça as declarações de António Costa e Azeredo Lopes sobre Tancos.
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