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Correio da Manhã

Política
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PS disponível para negociar "até ao último momento", diz Tiago Barbosa Ribeiro

Deputado socialista afirma que país estava "devastado" e a economia estava "ligada às máquinas" em 2015.
Lusa 26 de Outubro de 2021 às 20:11
Tiago Barbosa Ribeiro
Tiago Barbosa Ribeiro FOTO: Sérgio Queirós/RTP
O deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro afirmou esta terça-feira que o PS está disponível para negociar o Orçamento do Estado "até ao último momento", considerando que "não há nenhuma razão para cavar trincheiras" onde antes se construíram pontes.

No debate parlamentar na generalidade sobre a proposta do Governo de Orçamento do Estado para 2022, Tiago Barbosa Ribeiro diferenciou a resposta dada pelo Governo socialista, apoiado com maioria de esquerda, desde 2015, daquela que tinha sido dada pelo Governo do PSD e do CDS em que, segundo o deputado, o país estava "devastado", o "desespero" tinha aumentado e a economia estava "ligada às máquinas".

Em contraponto, o deputado socialista argumentou que as políticas levadas a cabo pelo Governo de António Costa desde 2015 mostraram "as virtudes de um rumo alternativo", baseando-se na "solidariedade em vez da austeridade".

Abordando a situação atual, Tiago Barbosa Ribeiro defendeu que "é óbvio que, no contexto de uma negociação, e em particular numa negociação orçamental", "nunca ninguém consegue tudo, nunca nenhum partido consegue tudo", sendo essa a base de uma negociação.

O deputado do PS avançou assim que o "que é inequívoco é que este é um orçamento de avanços, que merece aprovação" e que assegura, simultaneamente, um "equilíbrio entre recuperação económica e proteção social" e a continuação desses avanços.

"Não há nenhuma razão para cavar trincheiras onde antes construímos pontes, ainda há tempo para estarmos à altura das responsabilidades. Há estrada para andar e há estrada para pavimentar: nós temos um dia e estamos disponíveis até ao último momento", indicou.

Nesse sentido, Tiago Barbosa Ribeiro apelou a que "ninguém falte à chamada desse momento": "os portugueses não esquecem, e seguramente não vão perdoar", concluiu.

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