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Correio da Manhã

Política
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PS e PSD mantêm queda e Bloco e Chega sobem nas intenções de voto

Socialistas estão no limiar dos 30% e sociais-democratas de novo abaixo dos 24%.
Diana Ramos 21 de Fevereiro de 2020 às 08:40
Rui Rio (PSD) e António Costa (PS)
António Costa e Rui Rio
Rui Rio (PSD) e António Costa (PS)
António Costa e Rui Rio
Rui Rio (PSD) e António Costa (PS)
António Costa e Rui Rio
Os dois maiores partidos, PS e PSD, estão em queda nas intenções de voto para as Legislativas. Os socialistas estão desde as eleições de outubro a cair no barómetro realizado CM/Intercampus , estando agora no limiar dos 30%. Já o partido de Rui Rio volta a perder terreno: está abaixo de 24%.

Se as eleições fossem hoje, o partido de António Costa seria o mais votado, com 31,1%, mas significativamente abaixo dos 36% alcançados na Legislativas de outubro.

Já o PSD de Rui Rio, apesar de ter ganhado fôlego em janeiro ao recolher 25,8% das intenções de voto, parece agora sair fustigado pela polémica da descida do IVA da eletricidade no Orçamento para 2020 –em que foram vários os avanços e recuos da bancada laranja – descendo para 23,8% dos votos no barómetro de fevereiro. As entrevistas da Intercampus foram realizadas entre 11 e 17 de fevereiro, após a aprovação do Orçamento e no seguimento do congresso social-democrata em Viana do Castelo.

Quem tem vindo a ganhar terreno é o partido de Catarina Martins: o Bloco consolida-se em fevereiro como a terceira força política, alcançando 13,2% das intenções de voto – bem acima dos 9,5% registados nas Legislativas de outubro.

Em forte crescimento está também o Chega de André Ventura: mantém o ritmo de crescimento, está nos 6,9% e já ultrapassa os comunistas. A CDU até cresce em fevereiro – de 6,2% em janeiro para 6,3% – mas fica abaixo do partido de Ventura, que sobe 0,7 décimas.

O PAN volta a perder terreno, caindo para 5,4% das intenções de voto. A nova direção do CDS, encabeçada por Francisco Rodrigues dos Santos, parece recolher alguma simpatia do eleitorado, já que os centristas recuperam de 1,9% em janeiro para 3,5% este mês. O Iniciativa Liberal (2,9%) mantém-se estável e o Livre , pós cisão com Joacine Katar Moreira, quase desaparece (0,8%).

Belém continua a ser a instituição com melhor imagem
A Presidência da República continua a ser a instituição com a melhor imagem em Portugal. Segundo o barómetro, os portugueses atribuem-lhe uma avaliação de 3,9 valores, numa escala de zero a cinco. A Assembleia da República colhe três valores. Quanto ao Governo e ao primeiro-ministro, os inquiridos no barómetro atribuem a cada um deles valores iguais (2,9) e em queda.

PORMENORES
Estudo sobre votantes
A televisão foi o meio preferido dos portugueses para se informarem sobre a campanha das Legislativas. Menos de 5% admitiram assistir a conteúdos políticos na net, revela estudo do Instituto de Ciências Sociais.

Conteúdos em jornais
Uma percentagem inferior, 14,5%, disse "assistir diariamente ou quase todos os dias" a estes conteúdos nos jornais, incluindo edições online e só 5,6% recorreram à rádio "quase todos os dias ou diariamente".

Exposição média baixa
Na globalidade, "o nível de exposição a notícias sobre política durante a campanha eleitoral de 2019 foi média baixa (47,1%)", refere o mesmo estudo.

FICHA TÉCNICA
Objetivo Sondagem realizada pela Intercampus para a CMTV, com o objetivo de conhecer a opinião dos Portugueses sobre diversos temas da política nacional, incluindo a intenção de voto em eleições legislativas. Universo População portuguesa, com 18 e mais anos de idade, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal Continental. Amostra A amostra é constituída por n=614 entrevistas, com a seguinte distribuição proporcional: 295 a homens e 319 a mulheres; 132 a pessoas entre os 18 e os 34 anos, 226 entre os 35 e os 54 anos e 256 a pessoas com 55 ou mais anos; 232 no Norte, 145 no Centro, 166 em Lisboa, 45 no Alentejo e 26 no Algarve. Seleção da amostra A seleção do lar fez-se através da geração aleatória de números de telefone fixo / móvel. No lar a seleção do respondente foi realizada através do método de quotas de género e idade (3 grupos). Foi elaborada uma matriz de quotas por Região (NUTSII), Género e Idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (31/12/2016) da Direção Geral da Administração Interna (DGAI). Recolha da informação Através de entrevista telefónica, em total privacidade, através do sistema CATI .  O questionário foi elaborado pela Intercampus e posteriormente aprovado pelo cliente. Estiveram envolvidos 15 entrevistadores, devidamente treinados para o efeito, sob a supervisão dos técnicos responsáveis pelo estudo. Os trabalhos de campo decorreram entre 11 a 17 de Fevereiro. Margem de erro O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de ± 4,0%. Taxa de resposta 61%.

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