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Correio da Manhã

Política
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Rangel no Minho e Marques na Madeira no dia em que houve longas filas para votar antecipadamente

Tempos de espera para o voto antecipado chegaram a três horas. Houve até quem optasse por desistir.
João Maltez e Wilson Ledo 20 de Maio de 2019 às 01:30
António Costa esteve com Pedro Marques na Madeira
Paulo Rangel andou pelo Minho, mas não deixou de lançar críticas ao secretário-geral do PS
Antecipação do voto em Lisboa levou milhares de pessoas a esperarem horas
António Costa esteve com Pedro Marques na Madeira
Paulo Rangel andou pelo Minho, mas não deixou de lançar críticas ao secretário-geral do PS
Antecipação do voto em Lisboa levou milhares de pessoas a esperarem horas
António Costa esteve com Pedro Marques na Madeira
Paulo Rangel andou pelo Minho, mas não deixou de lançar críticas ao secretário-geral do PS
Antecipação do voto em Lisboa levou milhares de pessoas a esperarem horas
Do vira do Minho dançado em Arcos de Valdevez por Paulo Rangel, ao vento de mudança que Pedro Marques diz ter sentido na Madeira, foram vários os ritmos que marcaram o sétimo dia da campanha para as Europeias. Ritmos que incluíram também a lentidão das filas de espera para quem optou por votar antecipadamente. Uma ‘estreia’ solicitada, segundo o Governo, por 19 562 eleitores.

A região autónoma da Madeira foi o palco escolhido este domingo pelos socialistas para pedirem votos. António Costa e Pedro Marques tiveram a companhia do presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, e fizeram questão de lembrar a ambição de tirar aos sociais-democratas a presidência do Governo Regional, noutras eleições, as Regionais, que também importam ao partido este ano.

Para Pedro Marques, "as eleições europeias têm tudo que ver com a mudança na Madeira", porque o "ciclo de desenvolvimento do passado, que os madeirenses estão a pagar de forma tão pesada, está esgotado".

Num comício no Funchal, o cabeça de lista do PS fez questão de dizer que quanto mais se desloca ao arquipélago mais sente que "esse vento forte da mudança [política] na região".

No início da segunda e última semana de campanha, Paulo Rangel andou pelo Minho e, em Arcos de Valdevez, dançou o vira, a dança típica daquela região do País. A animação não impediu o cabeça de lista do PSD às Europeias de criticar os adversários políticos.

"O que eu vejo é que António Costa está muito nervoso e obcecado. Não só com o PSD, mas com o cabeça de lista do PSD. Eu gosto de debater com o primeiro-ministro, mas tem é de ser com base em pressupostos verdadeiros", disse, aludindo ao facto de, no sábado à noite, o líder socialista o ter acusado de pedir à Comissão Europeia para "pôr Portugal na ordem", tentando impedir a mudança política iniciada no final de 2015.

Este domingo foi também dia de estreia para o novo sistema de voto antecipado.

Nas principais cidades do País, a adesão foi muita, em particular em Lisboa, onde se inscreveram 8851 eleitores e os tempos de espera frente ao edifício dos Paços do Concelho – único local no distrito onde era possível votar – chegaram às três horas. Houve até quem tivesse desistido.

Dia para dívida e ataques à direita
Em Alhandra, o candidato da CDU defendeu a renegociação da dívida externa portuguesa "nos juros, prazos e montantes", acusando o Governo de estar mais comprometido com Bruxelas e com a ajuda aos bancos.

O líder comunista, Jerónimo de Sousa, juntou-se ao comício, com sala cheia, para acusar os candidatos do PSD e do CDS-PP de fingirem, durante a campanha, ser "guardiães" da Europa quando na verdade são próximos de outros políticos de extrema-direita.

Alerta para "assalto às pensões"
No Funchal, o BE apostou no tema das pensões. Marisa Matias alertou que Bruxelas "está a preparar um assalto às pensões", através da criação de um PPR entregue à banca.

Já a coordenadora do BE, Catarina Martins, alertou para um corte acordado entre a União Europeia e o anterior governo do PSD.

António Costa centra atenções
O candidato do CDS-PP, Nuno Melo, voltou a centrar este domingo o discurso em António Costa, dizendo que o primeiro-ministro "deu as mãos ao PREC" para poder governar em 2015.

Assunção Cristas juntou-se mais tarde para o almoço, pedindo aos portugueses para mostrarem um "fortíssimo cartão vermelho" ao atual Executivo. À tarde, a líder centrista responsabilizou ainda António Costa por ter "nacionalizado" esta campanha.
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