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Correio da Manhã

Política
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Rio à espera e PCP quer ver proposta do OE

PSD vai ter “papel passivo até 12 de outubro”, diz presidente do partido.
Andresa Pereira e Diana Ramos 1 de Outubro de 2020 às 08:15
PSD vai ter “papel passivo até 12 de outubro”, diz presidente do partido.
PSD vai ter “papel passivo até 12 de outubro”, diz presidente do partido. FOTO: SERGIO AZENHA/lusa
O PSD não quer, para já, estar envolvido nas questões relacionadas com a aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2021. Por isso, Rui Rio diz que prefere esperar para ver no que dão as negociações do Governo à esquerda. Já o PCP não fecha a porta a uma viabilização da proposta, mas insiste na subida de salários.

“O PSD tem um papel passivo até ao dia 12 de outubro, nesse dia entrará a proposta de Orçamento que muito dificilmente poderá colher o nosso apoio (...)”, começou por dizer ontem o líder social-democrata. “Se eu não conheço o documento, como é que vou já traçar uma sentença de morte”, questionou depois, não excluindo totalmente um cenário de apoio ao PS e ao Governo se os apoios à esquerda falharem. Em todo o caso, e apesar dos apelos do Presidente da República, o cenário na direção do partido parece ser o de rejeitar a viabilização do OE. Morais Sarmento, vice-presidente de Rio, disse na TVI que o PSD aprovar o documento é um “cenário que não se coloca”.

Quanto aos comunistas, que ontem estiveram reunidos em São Bento com o primeiro-ministro, reservam o sentido de voto para quando conhecerem a proposta do Executivo. “É na especialidade que se tem de clarificar o sim ou sopas em relação às propostas”, disse o líder parlamentar do PCP à TSF. À tarde, no Parlamento, João Oliveira adiantou que a “experiência” do passado sugere que se verifique “em concreto” na proposta de Orçamento do Estado “aquilo que o Governo aceitou verdadeiramente inscrever e as condições em que será feito para fazer uma apreciação mais definitiva”.
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