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Correio da Manhã

Política
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Salário mínimo leva Rui Rio a colar Costa a Sócrates

PSD diz que aumento atira empresas para a falência. PCP e BE só querem discutir orçamento para este ano.
Salomé Pinto 24 de Setembro de 2020 às 08:21
Primeiro-ministro, António Costa, só respondeu às questões dos partidos no fim de todas as intervenções
Salário mínimo leva Rui Rio a colar Costa a Sócrates
Primeiro-ministro, António Costa, só respondeu às questões dos partidos no fim de todas as intervenções
Salário mínimo leva Rui Rio a colar Costa a Sócrates
Primeiro-ministro, António Costa, só respondeu às questões dos partidos no fim de todas as intervenções
Salário mínimo leva Rui Rio a colar Costa a Sócrates
A subida do salário mínimo trouxe de novo os fantasmas de Sócrates e Passos Coelho ao Parlamento, no debate de ontem sobre o programa de recuperação, o primeiro após o fim dos debates quinzenais. Depois de o primeiro-ministro ter dito que é preciso “prosseguir a trajetória de aumento do salário mínimo”, o líder do PSD, Rui Rio, comparou-o a Sócrates.“Faz-me lembrar quando um Governo do PS presidido por Sócrates aumentou os funcionários públicos em 2,9% sem ter condições para o fazer e a seguir teve de cortar em 5%, 6%, 7%, 10% esses salários”. António Costa contra-atacou, colando Rio a Passos: “O que demonstrámos ao seu antecessor, e seguramente o senhor estará cá para ver, é que o reforço do rendimento das famílias é uma condição essencial de revitalização da economia.”

Costa acrescentou que “entre o investimento no conjunto das vulnerabilidades sociais, na escola pública, qualificações e transportes públicos “há 6,6 mil milhões de euros”, mais de metade dos 12,9 mil milhões que o plano deverá receber em subvenções comunitárias.

BE e PCP preferiram focar-se no Orçamento do Estado (OE) para 2021. “Estamos a pouco mais de duas semanas da entrega da proposta e nada se sabe”, atirou a líder do BE, Catarina Martins, denunciando a falta de médicos no SNS e o aumento do desemprego e da pobreza. Já o líder do PCP, Jerónimo de Sousa, voltou a defender a “valorização dos salários” e o “controlo público de empresas como os CTT ou o Novo Banco”.

Costa chamou “insegura” a Catarina, mas piscou o olho ao PCP, garantindo que tem vindo a reter as “prioridades do partido desde que Jerónimo as anunciou no Avante!”. Uma aproximação à esquerda que tem o apoio do Presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa diz que “o desejável é que haja orçamento e o natural é que seja viabilizado à esquerda”, acrescentando que “o bloco central não é uma solução duradoura nem uma boa solução para o equilíbrio do sistema político português”.




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