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Correio da Manhã

Política
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SANÇÕES DO PCP ESBARRAM NA CONSTITUIÇÃO

O Secretariado do Comité Central do PCP esteve reunido terça-feira para decidir sobre as sanções a aplicar a Carlos Brito, Carlos Luís Figueira e Edgar Correia. Mas ao que o CM apurou a Constituição da República causou algumas dificuldades e a falta de consenso em torno das sanções a aplicar obrigou a que a reunião continuasse ontem.
17 de Julho de 2002 às 23:00
As sanções podem ser a expulsão, a suspensão por tempo variável ou uma advertência e poderão vir publicadas hoje no ‘Avante!’, órgão central do PCP.

Em declarações ao CM, Edgar Correia acredita que seja decretada a “expulsão dos três renovadores”.

Ainda segunda-feira, em entrevista à RTP, Carlos Brito garantiu que quem apoiar as sanções irá ter consequências. “Quem apadrinhar as sanções, ficará em causa. Portanto, mais dia, menos dia, cairá. Não se participa nisto sem grandes consequências”, frisou o histórico comunista.

Entretanto, amanhã em S. Bento, o PCP vai entregar ao primeiro-ministro, Durão Barroso, um abaixo-assinado com "mais de 15 mil assinaturas" a exigir ao Governo a reposição da bonificação no crédito à habitação.

A recolha de assinaturas começou em Maio, numa altura em que o fim do crédito bonificado tinha sido apenas anunciado pelo Governo, como explicou à Lusa Francisco Pereira, da Direcção da Organização Regional de Lisboa (DORL) do PCP.

O documento, para o qual foram pedidas assinaturas durante cerca de dois meses, "teve uma adesão muito particular dos jovens", disse o responsável da DORL. Mais do que inverter a decisão do Governo, que já revelou "determinação em consumar a medida", o abaixo-assinado tem por objectivo "sensibilizar a opinião pública" para os efeitos da extinção do crédito bonificado.
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