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Correio da Manhã

Política
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Siza Vieira afirma que se resposta da UE for austeridade "vamos ter mais uma década perdida"

"Políticas de austeridade agravam a recessão. Isto é claro e inequívoco", sublinhou o ministro da Economia.
Lusa 21 de Abril de 2020 às 14:58
Pedro Siza Vieira
Pedro Siza Vieira FOTO: Pedro Catarino
O ministro da Economia defendeu hoje que, se a resposta da União Europeia a uma crise com estas características for austeridade, com redução de despesa e aumento de impostos, será "mais uma década perdida".

"Se a resposta da União Europeia forem políticas de austeridade, podem ter certeza que vamos ter mais uma década perdida", afirmou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, que falava perante os deputados da Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República, em Lisboa, sobre as consequências económicas da pandemia de covid-19 e das medidas de combate à sua propagação.

"Na resposta a uma crise com estas características, políticas de austeridade agravam a recessão e não podem ser impostas aos países. Isto é claro e inequívoco", sublinhou Siza Vieira.

"Temos cenários pesados para o turismo"
"Temos de assumir isto, [vamos ter um] período de um ou dois anos em que os níveis da atividade turística vai estar muito abaixo daquilo a que nos habituámos", afirmou o ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

O governante falava na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República, em Lisboa, sobre as consequências económicas da pandemia de covid-19 e as medidas de combate à sua propagação.

"Estou convencido de que no próximo ano haverá retoma, mas não quero esconder nada, temos cenários pesados para o turismo", sublinhou.

Lembrando que o turismo representa 14% do volume de negócios e 8,8% do Produto Interno Bruto (PIB) português, Siza Vieira admitiu que o Governo está preocupado com o impacto da pandemia no setor, mas quis também "contrariar a ideia de que o país está excessivamente dependente do turismo".

Apesar da importância da atividade turística no equilíbrio da balança externa e na criação de emprego, o governante considerou que o setor "está longe" de assegurar a atividade exportadora do país, devido à diversificação da atividade económica a que se tem assistido nos últimos anos.

Assim, Siza Vieira defendeu que terão de ser outros setores a dar um maior contributo para as exportações portuguesas nos próximos tempos.

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