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Correio da Manhã

Política
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Socialista italiano David Sassoli eleito presidente do Parlamento Europeu

Ska Keller, Sira Rego e Jan Zahradil eram os restantes candidatos ao cargo.
3 de Julho de 2019 às 12:05
David Sassoli
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O socialista italiano David Sassoli, candidato da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas, foi esta quarta-feira eleito presidente do Parlamento Europeu nos próximos dois anos e meio com uma maioria absoluta de 345 votos. As votações para eleger o novo presidente decorreram durante esta manhã. 

"Sassoli é o novo presidente do PE, saúdo-o e convido-o a assumir a presidência", disse o presidente da assembleia europeia, Antonio Tajani.

Foram realizadas duas rondas de votações. Finalizada a primeira votação dos eurodeputados e contados os votos, concluiu-se que não foi suficiente para escolher o presidente do Parlamento Europeu.

Nessa primeira ronda, onde foram 735 os votos expressos, 73 votos nulos e 662 votos expressos válidos, David Sassoli ficou apenas a sete votos da eleição. A maioria absoluta necessária era de 332 votos. 

Recorde que só seria tomada uma decisão caso um dos candidatos garantisse a maioria absoluta, ou seja, pelo menos 50% dos votos mais um.

Ska Keller, dos Verdes, Sira Rego, do grupo da Esquerda Unitária, e Jan Zahradil, dos Conservadores e Reformistas, eram os restantes candidatos ao cargo.

No Twitter, Sassoli já agradeceu a vitória.





Sassoli eleito dez anos após trocar jornalismo pela política

O socialista italiano David Maria Sassoli entrou no mundo da política há 10 anos, quando deixou o jornalismo e se candidatou pelo Partido Democrático (centro-esquerda) à assembleia que agora passa a presidir.

Sucessor do seu compatriota, de direita, António Tajani, David Sassoli, 63 anos, natural de Florença, casado e pai de dois filhos, licenciou-se em ciências políticas, mas cedo decidiu seguir o jornalismo, carreira que iniciou na década de 1980, começando pela imprensa escrita, passando a trabalhar no início da década de 90 em canais televisivos e tornando-se, em 2007, diretor adjunto do TG1, o telejornal do canal televisivo italiano RAI1.

Em 2009, decidiu então 'abraçar' a carreira política, sendo eleito para o Parlamento Europeu e, na legislatura seguinte, em 2014, foi eleito vice-presidente da assembleia, sendo na ocasião o segundo deputado da família socialista com mais votos.

Reeleito nas eleições deste ano, Sassoli foi, com alguma surpresa, o nome escolhido na terça-feira à noite pelo grupo socialista e democrata (S&D) - que integra o PS - como seu candidato à presidência do Parlamento Europeu.

No quadro do compromisso alcançado na terça-feira, no final de uma longa 'maratona' negocial no Conselho Europeu, sobre a distribuição dos cargos de topo da UE para o novo ciclo político, foi decidido atribuir à família socialista a presidência da assembleia, mas o nome 'sugerido' desde Bruxelas era o do presidente do Partido Socialista Europeu (PES), Sergei Stanishev.

O grupo S&D não aceitou a imposição de um nome, avançando então com o de Sassoli, que esta quarta-feira foi eleito à segunda volta de uma eleição à qual se apresentaram ainda três outros candidatos (a alemã Ska Keller, pelos Verdes, a espanhola Sira Rego, do Grupo da Esquerda Unitária, e o checo Jan Zahradil, pelos Conservadores e Reformistas Europeus), tendo as duas outras grandes bancadas da assembleia, do PPE (a mais numerosa) e do Renovar a Europa (liberais, terceira maior) abdicado de avançar com candidatos, face ao compromisso no Conselho.

Esse compromisso prevê, todavia - embora não fique consagrado 'preto no branco' -, que os socialistas passarão a presidência do Parlamento aos conservadores do PPE na segunda metade do mandato, pelo que Sassoli deverá presidir à assembleia 'apenas' até janeiro de 2022.

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