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Política
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"Somos oposição ao vírus": Rui Rio propõe aumento das linhas de crédito de 3 para 10 milhões de euros

Presidente do PSD garante cooperação com Presidente da República e Governo.
Correio da Manhã 6 de Abril de 2020 às 15:53
Rui Rio
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O líder do PSD, Rui Rio, disse esta segunda-feira estar a cooperar com o Presidente da República e Governo no combate ao coronavírus e propôs um aumento das linhas de crédito dirigidas às empresas de três para 10 milhões de euros.

"Três milhões de euros não chega", alega o líder do PSD. 

Das medidas propostas, o partido destaca o "reanimar a economia" cujas medidas serão apresentadas em maio e junho, propõe que o Estado pague o layoff diretamente aos trabalhadores, em vez de reembolsar as empresas afirmando que do ponto de vista logístico é mais eficaz por evitar que as empresas se endividem. Rio propõe ainda o alargamento do layoff às empresas municipas e redefinir as linhas de crédito.

"As empresas precisam de liquidez", sublinha Rui Rio.

Rui Rio espera "abanão" aos banqueiros

O líder do PSD afirmou esperar que a reunião do Presidente da República (PR) com os banqueiros sirva como "um abanão" para escaparem "à tentação de lucrar" ou "esganar as empresas" nas respostas à crise provocada pela covid-19.

"Acho que banca está sensível [para o problema das famílias e das empresas]. Mas uma coisa é estar sensível e, no terreno, ser coerente com isso. Esta reunião [do PR com os banqueiros] é mais um abanão, para não caírem na tentação de lucrar, mas ajudar as empresas dentro da sua sustentabilidade financeira", disse Rui Rio, numa conferência de imprensa realizada na sede distrital do Porto, transmitida em direto pelas redes sociais.

Para Rio, "o pior que podia acontecer é a banca ficar numa situação tão difícil como ficou no passado ou como estão as empresas" mas, alertou, "esganar as empresas também não".

O presidente do PSD respondia aos jornalistas depois de apresentar um pacote de medidas para "atenuar, no imediato", a crise provocada pela pandemia de covid-19.

Entre as propostas apresentadas, Rio incluiu a de que a TAEG [Taxa Anual de Encargos Efetiva Global] "atinja um valor igual ou inferior a 1,5%".

"A TAEG é o custo global que empresas pagam. Neste momento, o grosso das empresas está a pagar mais de 3%. E a banca neste momento consegue financiar-se a taxa de juro negativo", explicou Rui Rio.

O líder do PSD notou que a intenção é "disciplinar".

"De forma alguma [pretendemos] por em causa a banca, mas não é correto que as taxas de juro atinjam patamares que vão para lá do que as empresas estão capazes de pagar neste momento".

"É a esta unidade nacional que tenho sempre apelado", frisou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

Dos casos de infeção, mais de 240 mil são considerados curados.

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