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Correio da Manhã

Política
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Tensão social marca último debate quinzenal do ano

Estado dos transportes e da saúde motivaram críticas de todos os partidos ao executivo.
Wilson Ledo 12 de Dezembro de 2018 às 08:58
António Costa
Tensão social marca último debate quinzenal do ano
Parlamento
António Costa
Tensão social marca último debate quinzenal do ano
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António Costa
Tensão social marca último debate quinzenal do ano
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Da esquerda à direita, no último debate quinzenal do ano, António Costa não foi poupado nas críticas dos partidos. A tensão social que ganha volume no País – com greves na saúde ou nos transportes – acabou por transformar-se no tema forte do encontro.

A líder do CDS-PP começou por classificar António Costa como um "contador de histórias". "Todos se sentem enganados por si, porque a todos prometeu aquilo que nunca pensou cumprir", afirmou.

"Percebemos que, depois da sede de uma espera, as pessoas queiram tudo e já. Não podemos dar um passo maior do que a perna. Não queremos que haja um governo como o seu, a cortar tudo…", reagiu Costa.

Foi com uma postura de cautela que o primeiro-ministro foi reagindo às diferentes matérias colocadas em cima da mesa, incluindo as indemnizações às famílias das vítimas da tragédia da pedreira em Borba. "Assumiremos todas as responsabilidades que o Estado tenha de assumir", indicou, lembrando que é ainda necessário apurar o que realmente se passou.

A tensão social, sobretudo com os protestos e greves na saúde, voltaria ao debate com Fernando Negrão e o PSD. "Se voltássemos para trás, estaríamos muito melhor do que hoje", defendeu o líder parlamentar.

Costa lembrou-o que isso implicaria dispensar cerca de nove mil funcionários do Sistema Nacional de Saúde. Negrão acabaria por deixar um desafio ao Executivo: "Faço aqui um apelo para que a sua habilidade, para formar o Governo que formou, tenha alguma utilidade nas negociações com os sindicatos", sobretudo o dos enfermeiros.

Uma postura da direita que deixou "estupefacta" a coordenadora do Bloco de Esquerda. Ainda assim, Catarina Martins não deixou de apontar ao Governo que "permanecem estrangulamentos injustificáveis nos serviços públicos".

PCP insiste na subida do salário mínimo nacional
O líder do PCP aproveitou a intervenção para insistir na necessidade de subir o salário mínimo nacional para os 650 euros já no próximo ano. "O Governo ainda está a tempo de decidir, ainda vai a tempo de fazer", alertou Jerónimo de Sousa.

Em reação, António Costa não assumiu qualquer compromisso com a vontade comunista e lembrou apenas que a postura deve ser de calma neste tipo de atualizações.
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