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Correio da Manhã

Política
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Tentou dividir PSD

Henrique de Freitas, deputado do PSD à Assembleia da República, “é um dos principais responsáveis pelas tentativas falhadas de divisão na Assembleia Municipal e na Câmara de Lisboa”, acusou ontem Rodrigo Gonçalves, da distrital de Lisboa do PSD.
11 de Agosto de 2007 às 00:00
Rodrigo Gonçalves diz que Henrique de Freitas fez campanha em candidaturas contra o PSD
Rodrigo Gonçalves diz que Henrique de Freitas fez campanha em candidaturas contra o PSD FOTO: d.r.
Em declarações ao CM, o também presidente da Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica e deputado municipal, mostrou-se indignado com as acusações de Henrique de Freitas à presidente da distrital do PSD de Lisboa, Paula Teixeira da Cruz, a propósito de uma entrevista ao CM sob o título “Vitória de Menezes será a debandada das elites”. Henrique de Freitas acusou Paula Teixeira da Cruz de não ter sido capaz de unir o partido e de ser uma militante recente, com apenas 12 anos de inscrição no partido.
Quanto a militantes novos, Rodrigo Gonçalves dá o seu exemplo pessoal: “Com nove ou dez anos de militância eu tenho feito muito mais pela coesão e bom-nome do PSD do que Henrique de Freitas (...) Eu não reconheço moral a esse senhor.”
Para Rodrigo Gonçalves, “Henrique de Freitas sempre teve como objectivo a divisão do PSD de Lisboa e não podemos ignorar que foi apoiante de outras candidaturas contra o PSD (leia-se Carmona Rodrigues)”.
Recorde-se que Henrique de Freitas, que também é deputado na Assembleia Municipal de Lisboa, foi um defensor da saída de Paula Teixeira da Cruz da liderança distrital de Lisboa do PSD e chegou a pedir a sua demissão da presidência da Assembleia Municipal. Sobre este assunto, Rodrigo Gonçalves observa: “É bom lembrar que Paula Teixeira da Cruz, mesmo depois de renunciar à liderança da distrital, tem hoje mais apoios do que antes. E, de resto, ninguém lhe impôs a sua saída. Ela saiu porque quis.”
O ex-secretário de Estado de Paulo Portas já considerou, em várias ocasiões, que Paula Teixeira da Cruz tinha uma atitude de “ingerência” na Câmara, no mandato anterior, liderado por Carmona Rodrigues.
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