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Correio da Manhã

Política
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Tiago Mayan aponta aeroporto de Beja como elefante branco durante sétimo dia de campanha eleitoral

Candidato a Belém afirma que este é um "símbolo" do que representam as grandes obras públicas no país.
Lusa 16 de Janeiro de 2021 às 21:05
Tiago Mayan
Tiago Mayan FOTO: Luís Forra / Lusa
O candidato a Presidente da República Tiago Mayan Gonçalves apontou este sábado o aeroporto de Beja como um "elefante branco" e um "símbolo" do que representam as grandes obras públicas no país.

Neste sétimo dia de campanha e o segundo de confinamento geral, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL) esteve de manhã, no aeroporto de Faro, a falar sobre a TAP e, depois à tarde, em Beja, falou sobre o aeroporto local.

Embora na agenda estivesse prevista uma paragem no aeroporto de Beja, na cidade alentejana, Tiago Mayan seguiu diretamente para uma entrevista com a rádio Voz da Planície e, à saída, foi questionado sobre aquela infraestrutura aeroportuária que regista pouca atividade e que abriu em 2011.

"O aeroporto de Beja é, de facto, um símbolo do que representam as grandes obras públicas neste país - um elefante branco. E esse rumo que temos tomado há décadas em que a estratégia de investimento por parte do Estado é de grandes obras públicas e grandes contratações públicas, é a estratégia que nos trouxe ao ponto da estagnação económica e do rumo que estamos a tomar de, a prazo, sermos o país mais pobre da Europa", afirmou Tiago Mayan.

E, frisou, em Beja "há um símbolo disso mesmo". "Um símbolo bem visível em que investimos milhões e milhões para uma freguesia ter acesso a multibanco, porque este é único serviço público que o aeroporto está a garantir".

Questionado sobre se o aeroporto deverá ser colocado ao serviço do país, o candidato liberal respondeu que o mercado tem que "o definir".

"A verdade é que não é por decreto que se criam aviões e ligações aéreas. É o mercado que determina isso e, portanto, de facto, na estratégia de investimento e na estratégia de planeamento que o Governo e que o Estado poderá definir para o contexto das ligações aeroportuárias, Beja poderá um papel, mas aqui, de novo, estamos a correr atrás do prejuízo", afirmou.

Acrescentou: "Criamos o elefante branco e, agora, de alguma forma, queremos dar-lhe uso. Mas isto é um processo invertido, evidentemente que deveria ser o processo contrário".

"Ouvimos falar de novos aeroportos quando há infraestruturas aeroportuárias disponíveis é claro que é preocupante e se temos esta e se pode ser aproveitada claro que é preferível a concebermos novos aeroportos, que implicarão não só a construção do aeroporto, mas a construção de ligações rodoviárias e ferroviárias", apontou.

Toda esta estratégia de décadas que o país assumiu, para Tiago Mayan, "não é viável nem é uma estratégia que traga prosperidade e desenvolvimento ao país".

As eleições presidenciais, que se realizam em plena pandemia de Covid-19 em Portugal, estão marcadas para 24 de janeiro e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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