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Correio da Manhã

Política
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Tiago Mayan condena qualquer forma de violência ou ameaça

Candidato recorreu ao Twitter para reagir ao protesto que se verificou hoje contra o candidato presidencial do Chega.
Lusa 21 de Janeiro de 2021 às 20:12
Tiago Mayan
Tiago Mayan FOTO: Luís Forra / Lusa
O candidato presidencial Tiago Mayan Gonçalves condenou esta quinta-feira qualquer forma de violência, ameaça ou coação, venham de onde vierem, dirijam-se a candidatos, jornalistas ou quaisquer outros cidadãos.

O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL) recorreu ao Twitter para reagir ao protesto que se verificou hoje contra o candidato presidencial do Chega, André Ventura, que foi apedrejado à saída de um comício da campanha eleitoral em Setúbal.

"Condeno totalmente qualquer forma de violência, ameaça ou coação, venham de onde vierem, dirijam-se a candidatos, jornalistas ou quaisquer outros cidadãos", escreveu Tiago Mayan Gonçalves.

Mais tarde, em declarações aos jornalistas, o candidato reforçou a mensagem: "A notícia dos atos de violência exercidos hoje sobre um candidato presidencial merecem a minha veemente reprovação, evidentemente".

Tiago Mayan reforçou a ideia, já apontada ao longo da campanha, de que "os extremismos combatem-se com o confronto de ideias, olhos no olhos e não se combatem com violência".

"Qualquer tipo de violência exercido sobre candidatos, sobre jornalistas ou sobre qualquer cidadão merece a minha veemente reprovação", afirmou.

Tiago Mayan respondia aos jornalistas sobre o episódio que marcou a tarde de campanha eleitoral de André Ventura, em Setúbal, em que vários manifestantes, na sua maioria cidadãos de etnia cigana, atiraram pedras e outros objetos ao líder do Chega, em protesto contra as ideias do candidato, que acusa aqueles cidadãos de viverem à custa do rendimento mínimo.

O corpo de intervenção da Polícia de Segurança Pública esteve no local e usou da força para dispersar os manifestantes, em ambiente de grande tensão, registando-se uma detenção.

O líder e deputado do Chega chegou a defender, no início da pandemia, em março de 2020, um plano específico de "abordagem e confinamento" para as comunidades ciganas, e nos debates televisivos tem-nas acusado de viverem "à custa" do RSI (Rendimento Social de Inserção). 

O candidato a Belém tem sido recebido por alguns protestos nas suas iniciativas ao longo do país e no primeiro dia de campanha oficial (10), em Serpa, no Alentejo, clamou "vão trabalhar" a um conjunto de manifestantes, a maioria de etnia cigana e outros com cartazes antifascistas.

As eleições presidenciais, que se realizam em plena epidemia de covid-19 em Portugal, estão marcadas para domingo e esta é a 10.ª vez que os portugueses são chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976.

A campanha eleitoral termina na sexta-feira. Concorrem às eleições sete candidatos, Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), o ex-militante do PS Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans e presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre).

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