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Correio da Manhã

Política
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Ventura reconhece erros mas crê em grande mobilização no domingo para as eleições presidenciais

"Não me arrependo das minhas palavras. Houve palavras menos felizes que outras. Eu não sou perfeito, cometo erros, às vezes excessos", diz o candidato.
Lusa 22 de Janeiro de 2021 às 19:52
'Em democracia, vence-se com argumentos, não com pedras', afirma André Ventura
'Em democracia, vence-se com argumentos, não com pedras', afirma André Ventura FOTO: CMTV
O candidato presidencial do Chega reconheceu alguns erros durante esta sua primeira grande campanha pelo país, embora sem se arrepender de alguns insultos a adversários políticos, e manifestou-se crente numa grande mobilização do seu eleitorado no domingo.

"Não me arrependo das minhas palavras. Houve palavras menos felizes que outras. Eu não sou perfeito, cometo erros, às vezes excessos. Também houve discursos menos bons meus. Quem faz muitos corre o risco de errar. Por exemplo, ocasiões em que falei demasiado de Ana Gomes, em vez de Marcelo Rebelo de Sousa, ou em que devia ter falado mais do mundo rural", afirmou.

Ventura voltou a desvalorizar os insultos que proferiu contra os adversários, nomeadamente ao líder comunista, Jerónimo de Sousa, a quem chamou "avô bêbado", quando questionado sobre os epítetos que foi lançando em plena campanha, após visita às pequeníssimas instalações dos Bombeiros Voluntários do Beato, em Lisboa.

O líder populista congratulou-se por a previsão de resultados o colocar "ainda dentro das margens de erro, na disputa pelo segundo lugar com a ex-eurodeputada socialista Ana Gomes, e admitiu mesmo que "uma segunda volta é difícil, mas não impossível".

"Estou convencido de que há um grande voto silencioso no André Ventura e que os eleitores do Chega estão mais mobilizados do que os eleitores dos outros candidatos e apoiados por outros partidos", disse.

Para o deputado único da força política da extrema-direita parlamentar, a campanha eleitoral foi clarificadora", dando-lhe "a esperança de que a abstenção não seja tão elevada como se prevê".

"Acho que os meus eleitores querem muito provocar uma mudança em Portugal e que ficarei em segundo lugar. Um candidato de um partido que tem um ano e uns meses estar à frente e ter mais votos nas sondagens do que BE e PCP juntos é uma grande vitória", disse.

Porém, Ventura voltou a assumir o compromisso de se demitir da liderança do Chega caos fique atrás da candidata apoiada formalmente por PAN e Livre.

As eleições presidenciais realizam-se em plena epidemia de covid-19 em Portugal no domingo, sendo a 10.ª vez que os cidadãos portugueses escolhem o chefe de Estado em democracia. A campanha eleitoral começou no dia 10 de janeiro

Há outros seis candidatos: o incumbente Marcelo (apoiado oficialmente por PSD e CDS-PP), a diplomata e ex-eurodeputada do PS Ana Gomes (PAN e Livre), o eurodeputado e dirigente comunista, João Ferreira (PCP e "Os Verdes"), a eurodeputada e dirigente do BE, Marisa Matias, o fundador da Iniciativa Liberal Tiago Mayan e o calceteiro e ex-autarca socialista Vitorino Silva ("Tino de Rans", presidente do RIR - Reagir, Incluir, Reciclar).

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