Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
6

A24 isenta de portagem devido a corte da EN2

Estrada está cortada desde dezembro devido a derrocada provocada por intempérie.
Luís Oliveira 4 de Fevereiro de 2020 às 09:27
Estado em que se encontra a EN2 em Castro Daire
António Costa fez périplo pela EN2 em agosto último
Estado em que se encontra a EN2 em Castro Daire
António Costa fez périplo pela EN2 em agosto último
Estado em que se encontra a EN2 em Castro Daire
António Costa fez périplo pela EN2 em agosto último
A Estrada Nacional (EN) 2, em Castro Daire, onde em dezembro ocorreu uma derrocada de pedras e terra durante a tempestade ‘Elsa’ – e onde morreu o operador de uma máquina retroescavadora - continua interdita ao trânsito.

Milhares de pessoas têm de procurar alternativas, e a mais viável é a A24, que obriga a pagar portagem. Aos "constantes pedidos" do presidente da Câmara de Castro Daire, Paulo Almeida, para a "rápida resolução do problema com a realização de obras", o Governo respondeu até sábado "com silêncio", disse ontem o autarca.

"Não tivemos outra alternativa do que denunciar esta situação", disse Paulo Almeida, referindo que mal foi tornada pública a denúncia, foi contactado pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Jorge Delgado, "para dizer que o troço da A24 entre Castro Daire e as Termas do Carvalhal vai ficar isento de portagens enquanto enquanto a EN2 estiver cortada".

A EN2 é a maior estrada nacional (liga Chaves a Faro) e é uma via fundamental para a população do território que atravessa – disso mesmo deu conta o primeiro-ministro António Costa, quando a 20 de agosto de 2019, a pouco mais de um mês das eleições, fez um périplo pela via.

"A EN2 é uma fonte de inspiração para uma nova etapa que iremos iniciar em outubro [eleições legislativas], sendo sempre necessário voltar às raízes para arrancar com mais força para o futuro", destacou na altura António Costa. No entanto, a ‘Elsa’ provocou a derrocada a 19 dezembro, e desde então nada foi feito para reparar a via.

"É um constrangimento enorme", diz Luís Machado, presidente da Associação de Municípios da Rota EN2.n
Ver comentários