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Correio da Manhã

Portugal
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Algar no jardim de casa deixa idosa em risco

Mulher mora sozinha, no Covão do Coelho, e a cada dia que chove o buraco no jardim cresce.
José Durão 11 de Março de 2019 às 08:33
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Mulher mora sozinha, no Covão do Coelho, e a cada dia que chove o buraco no jardim cresce.
Foi a 18 de dezembro que a passagem da água da chuva revelou um algar no jardim da casa de Maria da Graça Castanheira, no Covão do Coelho, em Minde (Alcanena). A idosa, que reside sozinha, escorregou e partiu um braço quando tentava evitar que a água lhe entrasse na garagem.

"Fui para o hospital de Abrantes e depois para a casa do meu filho, em Coimbra, durante 40 dias", recorda.

Nesse intervalo, o buraco no chão - com apenas 10 centímetros de diâmetro na altura - não mais parou de crescer, e já ultrapassou um metro e meio. "A água, quando não encontra saída, vai encontrar uma parte do solo mais frágil", diz a mulher, que mora na aldeia há quase 50 anos. "Choveu muito na semana passada", recorda, "e o buraco continua a abater".

Maria da Graça pediu ajuda à Câmara de Alcanena e aos bombeiros, mas ninguém encontra solução para o problema.

"Vêm ver, mas até hoje ninguém resolveu nada. Têm medo de se aproximar, pelo risco de a terra aluir". A Proteção Civil municipal recomendou a colocação de estacas. "Dos bombeiros, disseram-me que viriam caso fosse necessário resgatar alguém do buraco, e que não vinham cá fazer nada agora", aponta.

O algar é um acidente geológico comum em regiões calcárias, como é o caso da serra de Aire e Candeeiros. A passagem da água das chuvas dissolve a pedra e, caso a instabilidade do solo não seja acautelada, pode colocar em risco tanto as pessoas como as construções.

"Sei que estamos em perigo, estamos inseguros", reforça a idosa, cuja única companhia é Zeus, um pastor alemão.
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