Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
6

Carcaças de gado morto por doença a céu-aberto

Surto de tuberculose afeta exploração agropecuária. Animais mortos depositados a poucos metros da via pública.
João Nuno Pepino 11 de Outubro de 2020 às 09:38
Habitantes de São Vicente do Paul não entendem porque razão o gado morto não é depositado noutro local
Habitantes de São Vicente do Paul não entendem porque razão o gado morto não é depositado noutro local FOTO: João Nuno Pepino
Os moradores em São Vicente do Paul, no concelho de Santarém, estão indignados com o facto de uma vacaria na localidade estar a depositar carcaças de gado morto a poucos metros de caminhos vicinais públicos.

A situação, que se prolonga há cerca de três semanas, segundo relatam os queixosos, deve-se a um surto de tuberculose que afeta a exploração agropecuária, e que a obriga a afastar o gado vivo do gado morto, até à sua recolha sanitária.

“É uma vergonha passar aqui e sermos obrigados a olhar para este triste espetáculo, a poucos metros da estrada”, disse ao Correio da Manhã um morador revoltado, que pede reserva de identidade. O caso já foi participado ao Serviço Especial de Proteção da Natureza (SEPNA) da GNR e à Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), mas os populares lamentam a inação das autoridades, até ao momento.

Uma vez que as vacas mortas permanecem no local durante vários dias, “é um cheiro que ninguém aguenta, fora as moscas e outros bichos que os cadáveres atraem”, referem também os moradores, para quem pode estar em causa a saúde pública. Os queixosos dizem ainda não entender porque razão o gado morto não é depositado noutro local, mais reservado dos olhares de quem passa, dentro da extensa propriedade da vacaria.

O Correio da Manhã solicitou esclarecimentos sobre o caso de São Vicente do Paul à Divisão de Alimentação e Veterinária do Ribatejo, organismo da DVAG que tem conhecimento da situação. Mais de 48 horas depois do contacto, não nos fez chegar qualquer resposta ao nosso email.
Ver comentários