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Correio da Manhã

Portugal
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Cavalos-marinhos quase dizimados na ria Formosa

Em 2020 deverão ‘nascer’ dois santuários para proteger as duas espécies animais.
Tiago Griff 17 de Novembro de 2019 às 09:46
Cavalo-marinho
Cavalo-marinho FOTO: Lusa
A ria Formosa já foi o lar da maior população de cavalos-marinhos do Mundo, com mais de dois milhões de espécimes, segundo um estudo feito em meados de 2000. Hoje resta apenas uma fração das duas espécies mais comuns, quase dizimadas devido à pesca ilegal para a medicina tradicional chinesa. Está agora em ação uma iniciativa que tem como alvo proteger os animais com dois santuários que deverão nascer no próximo ano.

Em 19 anos desapareceram 94% dos cavalos-marinhos de focinho comprido e 73% dos de focinho curto da ria Formosa. Esta destruição ocorreu, em grande parte, devido à pesca ilegal deste animais marinhos que são enviados para a China, onde se acredita que têm propriedades curativas, mesmo que não haja qualquer sustentação científica que apoie a tese.

Para tentarem recuperar esta população em declínio, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Fundação Oceano Azul avançaram com um projeto para a construção de dois santuários para os animais, que deverão estar prontos em 2020.

Os refúgios vão ser instalados na ria Formosa - um perto do aeroporto de Faro e outro no lado nascente da ilha da Culatra. Por enquanto, o projeto ainda está na fase de pedidos de orçamento para as estruturas serem montadas, uma vez que as zonas serão delimitadas com postes com iluminação e terá também aparelhos de videovigilância.

Depois da instalação, será interditada a navegação naquelas zonas uma vez que os locais não servem apenas para salvaguardar os cavalos-marinhos, mas também todo o habitat da espécie.
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