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Correio da Manhã

Portugal

Ciclistas julgados por vandalizarem gravura

Dois homens fizeram desenhos numa gravura rupestre durante um passeio de BTT.
Luís Oliveira 30 de Setembro de 2020 às 08:36
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Dois homens fizeram desenhos numa gravura rupestre durante um passeio de BTT.
Dois homens praticantes de BTT começam esta quarta-feira a ser julgados no Tribunal de Vila Nova de Foz Coa por terem vandalizado uma das rochas do Núcleo de Arte Rupestre da Ribeira no parque Arqueológico do Vale do Coa. Os arguidos estão indiciados da prática do crime de dano qualificado e poderão pagar uma indemnização de 125 mil euros, pelo menos esse é o valor pedido pelo Ministério Público.

O crime aconteceu no dia 25 de abril de 2017 mas só agora chega a julgamento. Os dois homens, de 28 e 33 anos, residentes em Torre de Moncorvo, estão indiciados por um crime de dano qualificado. Segundo a acusação do MP, os dois homens, durante um passeio BTT, vandalizaram uma das rochas do Núcleo de Arte Rupestre da Ribeira de Piscos. Fizeram várias inscrições numa rocha "com gravuras de valor imensurável". Na altura a Fundação Coa Parque considerou que foi cometido um atentado contra um património que é da Humanidade. A pedra de xisto usada para danificar a pintura rupestre foi deixada no local, prova que foi determinante para a Polícia Judiciária da Guarda ter localizado e identificado os autores do crime, vários meses depois do ato de vandalismo.

O crime de dano qualificado é punível com pena de prisão de dois a oito anos. Por os arguidos não terem antecedentes criminais e estarem inseridos na sociedade, o Ministério Público entendeu que não devem ser punidos com pena superior a cinco anos, pelo que vão ser julgados em tribunal singular.

Os dois homens vandalizaram a gravura rupestre durante um passeio de BTT que passou pelo Núcleo Arqueológico de Vila Nova de Foz Coa.
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