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Correio da Manhã

Portugal

Drones a recolher lixo das praias após 2022

Investigadores já têm aparelhos a fazer localização de resíduos na Figueira da Foz.
Paula Gonçalves 28 de Setembro de 2020 às 09:05
Voluntários procedem à recolha de lixo na costa. Projeto da Universidade de Coimbra quer utilizar drones
Voluntários procedem à recolha de lixo na costa. Projeto da Universidade de Coimbra quer utilizar drones FOTO: Luís Guerreiro
Ter drones a fazer a recolha de lixo nas praias costeiras portuguesas é o objetivo de um projeto que está a ser desenvolvido por investigadores da Universidade de Coimbra e pode estar a funcionar a partir de 2022. Desde 2018 que uma equipa do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores de Coimbra (INESC) tem em curso um projeto de localização e mapeamento do lixo marinho em três areais da Figueira da Foz.

A ideia é que, no futuro, sejam os próprios aparelhos aéreos não tripulados a assegurar a limpeza de praias e dunas. "O futuro é obviamente os drones limparem as praias, já não estamos muito longe. Esta primeira etapa é de mapeamento e localização do lixo e numa segunda etapa irá um drone mais potente, com uma mão robotizada, pegar no lixo e trazê-lo. O lixo menos pesado", esclarece Gil Gonçalves, docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e investigador do INESC, citado pela Lusa. O especialista prevê que o projeto esteja em curso daqui por dois anos.

De acordo com informação da UC, a investigação em curso, que inclui também cientistas do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente e da Universidade Nova de Lisboa, utiliza "sensores óticos e multiespectrais para a deteção, busca e inspeção autónoma de lixo marinho em áreas costeiras". O projeto engloba dois aparelhos aéreos distintos: um drone de baixo custo, idêntico aos disponíveis comercialmente a qualquer interessado, que regista a quantidade de lixo existente e outro aparelho "mais caro" que serve para caracterizar o tipo de lixo, como saber se é plástico, esferovite ou outro material.
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