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Correio da Manhã

Portugal
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Duzentas famílias sem água do Sado para cultivar a terra

Anulada a produção de arroz. Girassol e cevada dística seriamente comprometidos por falta de chuva na região.
João Saramago 11 de Setembro de 2020 às 09:49
Manuel Fatana, agricultor, observa os girassoís secos
Joaquim Sobral levanta com o pé o pó da terra seca
Monte da Rocha regista 9%
Canais de rega sem água
Manuel Fatana, agricultor, observa os girassoís secos
Joaquim Sobral levanta com o pé o pó da terra seca
Monte da Rocha regista 9%
Canais de rega sem água
Manuel Fatana, agricultor, observa os girassoís secos
Joaquim Sobral levanta com o pé o pó da terra seca
Monte da Rocha regista 9%
Canais de rega sem água
A seca severa que atinge os concelhos de Ourique e Santiago do Cacém obrigou à suspensão da campanha de rega em três mil hectares, uma situação que afeta cerca de 200 famílias de agricultores, revelou o diretor-adjunto da Associação de Regantes e Beneficiários de Campilhas e Alto Sado, Ilídio Martins.

Há dois anos sem poder regar a partir da Barragem do Monte da Rocha (Ourique), devido à seca, o agricultor Joaquim Sobral, de 72 anos, não plantou arroz e já pensa em desistir do regadio.

Na área em que costuma fazer 200 hectares de arroz, perto de Alvalade (Santiago do Cacém), o agricultor dá um pontapé nos torrões de terra seca, com a bota, e levanta uma nuvem de pó castanho.

Um dos seus vizinhos do regadio, que no caso costuma plantar milho, é Manuel Fatana, de 61 anos e agricultor desde os 18. Este ano, para tentar minorar os prejuízos, optou pelo girassol e a cevada dística, mas a falta de chuva não ajudou.

A barragem de Monte da Rocha está com 9% da capacidade. Há dois anos que não tem qualquer reserva para rega, porque a água existente é, exclusivamente, para abastecimento público, explicou Ilídio Martins à Lusa.
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