Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
2

Exposição celebra passagem de Camilo Castelo Branco pelas Terras de Basto

Vida e obra do escritor pode ser conhecida, de terça a domingo, até finais de 2021, na Casa do Tempo de Cabeceiras de Basto.
Secundino Cunha 25 de Setembro de 2020 às 09:08
Exposição em Cabeceiras de Basto mostra como foi a passagem de Camilo Castelo Branco pelas terras de Basto
Exposição em Cabeceiras de Basto mostra como foi a passagem de Camilo Castelo Branco pelas terras de Basto FOTO: Direitos Reservados
A ligação de Camilo Castelo Branco às "Terras de Basto" é o mote para uma exposição, na Casa do Tempo de Cabeceiras de Basto, que estará patente até finais do ano que vêm, aberta ao público de terça a domingo.

"Para além dos dados biográficos e das evidências da passagem e presença do escritor nas Terras de Basto, a exposição conta com a recriação da biblioteca de Camilo, enriquecida por uma marioneta representativa do autor das ‘Novelas do Minho’, diz a Câmara de Cabeceiras de Basto.

A exposição, que contou com a colaboração da Câmara de Ribeira de Pena, também destaca as referências literárias aos quatro municípios da região de Basto (Cabeceiras, Celorico, Mondim e Ribeira de Pena) na obra de Camilo.

Para se ter uma ideia, há referências a Cabeceiras em ‘A Bruxa de Monte Córdova’, no conto ‘Como Ela o Amava’ da obra ‘Noites de Lamego’; em ‘Eusébio Macário’; em ‘A Corja’; e em quatro das oito narrativas que compõem o volume ‘Novelas do Minho’, designadamente ‘Maria Moisés’, ‘Gracejos que Matam’, ‘A Viúva do Enforcado’ e ‘O Filho Natural’.

Nascido em Lisboa, Camilo Castelo Branco ficou órfão ainda em criança e foi viver com uma tia em Vilarinho de Samardã, em Vila Real. Com apenas 16 anos casou com Joaquina Pereira de França, filha de um lavrador rico de Friúme, Ribeira de Pena, local onde residiu menos de um ano.

O escritor teve uma vida tumultuosa e foi acusado de adultério (crime de que foi absolvido pelo pai de Eça de Queirós), após fugir com Ana Plácido, que era casada. Morreu em Famalicão a 1 de junho de 1890.
Ver comentários