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Correio da Manhã

Portugal
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Há menos castanha mas qualidade está garantida

Praga da vespa da galha dos castanheiros faz este ano cair produção em 15 por cento.
Patrícia Moura Pinto 24 de Setembro de 2020 às 08:23
Na região transmontana, a produção de castanha representa mais de 20 milhões de mais-valias económicas
Na região transmontana, a produção de castanha representa mais de 20 milhões de mais-valias económicas FOTO: Leandro Coutinho
Em Trás-os-Montes e Alto Douro já começou a apanha da castanha. Este ano os produtores estimam que existam quebras na produção a rondar os 15% quando comparado com o ano anterior, muito por culpa da doença da praga da vespa da galha dos castanheiros que assolou o nosso país. A qualidade do fruto está garantida.

"Vamos ter um ano excelente em termos de qualidade de fruto, pelo que consigo ver nesta espécie de castanha que estamos a apanhar agora, que é a híbrida. Esta castanha dá-nos já um feedback muito positivo sobre como será este ano a castanha judia, que é a nossa tradicional, que é mais doce, mas que só será apanhada daqui a vinte ou trinta dias", explica Lino Sampaio, produtor de castanha de Carrazedo de Montenegro, em Valpaços, considerada a capital da castanha.

A chuva que caiu nos últimos dias veio melhorar a qualidade deste apreciado fruto outonal, mas a pandemia da Covid-19 está a deixar os produtores apreensivos sobre as vendas este ano. "O único problema que vemos para já é o ceticismo com que encaramos as vendas do produto face à pandemia da Covid", revela o produtor carrazedense.

Lino Sampaio produz, anualmente, cerca de 14 toneladas de castanha judia e acredita que este ano "o preço deste produto para o consumidor baixe um pouco". A castanha judia é o ex-líbris de Carrazedo de Montenegro, e neste concelho a maior parte da população vive da produção de castanha.

Na região transmontana, a produção de castanha representa mais de 20 milhões de mais-valias económicas para as famílias locais.
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