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Correio da Manhã

Portugal
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Há sete novos casais de águia-imperial-ibérica a reproduzir no Alentejo

Entre 2019 e 2020, o ICNF registou mais sete novos exemplares da espécie em risco.
Vanessa Fidalgo 23 de Setembro de 2020 às 08:43
ICNF tem vindo a proceder à marcação com emissores das crias de águia-imperial-ibérica
ICNF tem vindo a proceder à marcação com emissores das crias de águia-imperial-ibérica FOTO: Direitos Reservados
Num ano, o número de casais reprodutores de águia-imperial-ibérica, uma das aves de rapina mais ameaçadas da Europa, aumentou de 14 para 21 no Alentejo, região que concentra a maioria dos exemplares existentes em Portugal.

Segundo a direção regional do Alentejo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em todo o País, existem agora vinte e quatro casais reprodutores. Os restantes três estão na zona do Parque Natural do Tejo Internacional e envolvente.

Dos 21 casais registados no Alentejo resultaram, no fim da época de reprodução, 20 crias voadoras (mais uma do que em 2019), enquanto os três casais que vivem na zona do Parque Natural do Tejo Internacional e envolvente deram origem a cinco crias.

Graças à marcação com emissores efetuada pelo ICNF na época de reprodução deste ano, foi possível resgatar e socorrer em tempo útil duas de três crias que caíram de um dos ninhos no Alentejo. Resgatadas por uma equipa de biólogos, foram posteriormente encaminhadas para o Centro de Recuperação de Animais Silvestres da Câmara de Lisboa para serem recuperadas.

Uma das crias já recuperou totalmente e vai ser hoje mesmo libertada pelo ICNF na serra de Alcaria Ruiva, no concelho de Mértola, distrito de Beja. Apesar dos resultados satisfatórios, este ano, a época de reprodução de águia-imperial-ibérica foi fortemente afetada pelos fortes ventos que se fizeram sentir em abril, e que levaram à queda de cinco ninhos, e também pelas ondas de calor de julho que conduziram à morte por desidratação em três ninhos.
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