Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
4

Metas contra incêndios ficaram por cumprir entre 2006 e 2018

Observatório independente diz que limites definidos entre 2006 e 2018 não foram alcançados.
João Carlos Rodrigues e Patrícia Lima Leitão 6 de Dezembro de 2019 às 08:50
Área ardida limite, definida pelo Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, foi ultrapassada
Bombeiros
Bombeiros
Bombeiros no combate às chamas
Área ardida limite, definida pelo Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, foi ultrapassada
Bombeiros
Bombeiros
Bombeiros no combate às chamas
Área ardida limite, definida pelo Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, foi ultrapassada
Bombeiros
Bombeiros
Bombeiros no combate às chamas
No mesmo dia em que o Governo apresentou o Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais, que vai determinar a política para a prevenção e combate aos incêndios até 2030, o Observatório Técnico Independente divulgou um relatório em que demonstra que as metas definidas pelo Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI) entre 2006 e 2018 não foram atingidas.

De acordo com o documento, em quase todos os anos foram ultrapassados os limites de área ardida, número de ignições, número de reacendimentos e até de fogos com duração superior a 24 horas.

O próprio Observatório afirma que houve dificuldade em consolidar estes dados uma vez que "inexplicavelmente não existe informação pública sobre avaliações do PNDFCI a partir de 2012, que deveria ser disponibilizada pelo ICNF".

O Observatório acusa ainda a Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) de não ter cumprido a resolução do Conselho de Ministros que determinava a elaboração do Plano Nacional de Gestão Integrada de Fogos Rurais (PNGIFR) até 21 de janeiro de 2019.

"No entanto, o Observatório desconhece até à data da publicação deste documento a proposta do PNGIFR", lê-se no relatório.

Esta quinta-feira, o PNGIFR foi apresentado pelos ministros do Ambiente e da Administração Interna, que anunciaram um investimento de 554 milhões de euros por ano para reduzir para metade a área ardida na próxima década, num total de seis mil milhões de euros. Deste valor, 60% serão aplicados em prevenção e 40% no combate aos incêndios.

O Governo garante mais meios, maior especialização e mais qualificações.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)