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Correio da Manhã

Portugal
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Obra de espaço minhoto no Museu Rainha Sofia

Trabalho de António Carneiro integra exposição sobre Fernando Pessoa em Madrid.
Secundino Cunha 24 de Março de 2018 às 10:30
Tríptico ‘A vida - Esperança, Amor, Saudade’, de António Carneiro, está até 7 de maio no Museu Rainha Sofia, em Madrid
Tríptico ‘A vida - Esperança, Amor, Saudade’, de António Carneiro, está até 7 de maio no Museu Rainha Sofia, em Madrid FOTO: Direitos Reservados
O tríptico ‘A Vida - Esperança, Amor, Saudade’, da autoria do pintor amarantino António Carneiro e uma das obras mais emblemáticas do espólio da Fundação Cupertino de Miranda, de Vila Nova de Famalicão, integra a exposição dedicada a Fernando Pessoa, que se encontra patente no Museu Nacional Centro de Artes Rainha Sofia, em Madrid, até ao próximo dia 7 de maio.

‘Pessoa. Toda arte es una forma de literatura’ é o nome da exposição que reúne mais de 160 obras (pintura, desenhos e fotografia) de cerca de 20 artistas, como José de Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo Viana, Sarah Affonso, Júlio, Sonia e Robert Delaunay e António Carneiro, entre outros, da história do Modernismo em Portugal.

‘A Vida’ é um tríptico de pinturas a óleo sobre tela datado de 1899-1901 do artista português da corrente do Simbolismo António Carneiro (1872-1930), que era natural de Amarante e viveu grande parte da sua vida no Porto. A obra, pertença da Cupertino de Miranda, foi premiada em 1900 na cidade de Paris.

‘Esperança’, ‘Amor’ e ‘Saudade’ são os títulos dos três painéis que compõem o famoso tríptico e, em todos eles, os motivos figurativos simbolizam situações existenciais. O objetivo da exposição que homenageia Pessoa em Madrid passa pela divulgação do pouco conhecido cenário vanguardista português desenvolvido entre 1914 e 1936.

De acordo com o diretor da Fundação Cupertino de Miranda, António Gonçalves, "esta é uma exposição que reúne pela primeira vez obras de um período marcante das nossas vanguardas do início do séc. XX. Uma viagem no tempo onde literatura e artes plásticas tiveram uma força muito intensa para criar novas soluções de entendimento e de reflexão".
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