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Correio da Manhã

Portugal
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Olhão estuda aquacultura de sardinhas e primeiros exemplares fizeram um ano

Estação Piloto de Piscicultura estuda a viabilidade para a criação em aquacultura. Peixes nascidos há cerca de um ano chegaram aos 16 cm.
Tiago Griff 10 de Fevereiro de 2019 às 01:30
Estação piloto de piscicultura de Olhão cria sardinhas em cativeiro
Estação piloto de piscicultura de Olhão cria sardinhas em cativeiro
Estação piloto de piscicultura de Olhão cria sardinhas em cativeiro
Estação piloto de piscicultura de Olhão cria sardinhas em cativeiro
Estação piloto de piscicultura de Olhão cria sardinhas em cativeiro
Estação piloto de piscicultura de Olhão cria sardinhas em cativeiro
Estação piloto de piscicultura de Olhão cria sardinhas em cativeiro
Estação piloto de piscicultura de Olhão cria sardinhas em cativeiro
Estação piloto de piscicultura de Olhão cria sardinhas em cativeiro
Na Estação Piloto de Piscicultura de Olhão (EPPO) está a decorrer um estudo inédito de sardinhas, espécie cuja quantidade, no mar, tem descido drasticamente nos últimos anos. Os investigadores já conseguiram fazer nascer a espécie em cativeiro, naquele que é o primeiro passo para a possibilidade de virem a ser criadas em aquacultura.

O desafio lançado pela ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, em 2016, para estudar a sardinha e combater a escassez teve sucesso há cerca de um ano, com o nascimento em cativeiro de cerca de mil espécimes que chegaram agora aos 16 centímetros. Um projeto que aponta baterias para a criação da espécie em aquacultura e não só.

"Há aqui um duplo desafio: por um lado, produzir uma espécie que é muito apreciada, como já se faz com o salmão no Norte e aqui, mais a Sul, com a dourada, o linguado e a corvina; por outro lado permite simular, em laboratório, situações que nos possam vir a responder a questões no sentido de melhorar as pescarias, como se este ano vai haver mais ou menos sardinhas e conhecer esses problemas", revela ao CM Pedro Pousão, responsável da EPPO.

O repovoamento da espécie no mar também pode ser uma realidade no futuro, mas teria de ser numa escala astronómica para criar algum tipo de impacto. Para já o foco está em conhecer a fundo a espécie. "O repovoamento estratégico, para obtermos mais informação como, por exemplo, se os peixes criados em cativeiro se podiam adaptar no mar - como fizemos com o mero ou a corvina - é fazível, mas, em grande escala, é outro campeonato", assume Pedro Pousão.

Peixe resistente para aquacultura
"Temos o mesmo lote desde o início. Já as tirámos dos tanques para as medir individualmente e tivemos apenas uma morte porque uma sardinha saltou para fora do tanque. São peixes muito resistentes", diz Pedro Pousão sobre a possibilidade de criar as sardinhas para cultivo.

Quantidade no mar tem vindo a descer
A quantidade de sardinha entre o Golfo da Biscaia (entre Espanha e França) e o estreito de Gibraltar tem vindo a descer e ronda as 150 mil toneladas, quando o valor ideal seriam 446 mil toneladas. Em 1985 o stock nestas águas situava-se em um milhão de toneladas, havendo um decréscimo de 85 por cento em 30 anos.



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