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Correio da Manhã

Portugal
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Passageiros revoltados invadem barco no Seixal

Utentes forçaram entrada e Polícia Marítima foi chamada a intervir.
João Saramago e Pedro Ramos Bichardo 12 de Dezembro de 2018 às 08:54
Passageiros invadiram catamarã em protesto contra atrasos
Utentes da Transtejo querem mais barcos entre Seixal e Lisboa
Enchentes são frequentes
Passageiros invadiram catamarã em protesto contra atrasos
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Enchentes são frequentes
Passageiros invadiram catamarã em protesto contra atrasos
Utentes da Transtejo querem mais barcos entre Seixal e Lisboa
Enchentes são frequentes
Dezenas de passageiros da ligação fluvial entre o Seixal e o Cais do Sodré invadiram ontem, pelas 08h10, um catamarã, em protesto contra o sucessivo incumprimento dos horários. Verificada a sobrelotação, a Polícia Marítima foi chamada a intervir.

A invasão ocorreu pela porta de desembarque. A Polícia Marítima só permitiu a partida do catamarã uma hora após o horário previsto, cumprida a lotação de 450 passageiros.

Para esta quarta-feira, a comissão de utentes prevê novos protestos. "A Transtejo não tem solução, porque não tem navios. Os navios estão avariados, têm de ir para reparação. Sem ovos não se consegue fazer omeletas", referiu António Freitas, da Comissão de Utentes dos Transportes do Seixal.

"Todos os dias tem havido desassossego por causa dos atrasos nos barcos, devido a avarias", queixa-se a utente Cláudia Esteves. Para António Freitas, a solução passa pela aquisição de barcos, porque os atuais estão "todos no limite". "Os cacilheiros já têm cerca de 50 anos e os catamarãs uma idade avançada", sublinhou.

Desde 2011, foram suprimidas 16 carreiras diárias entre Lisboa e Seixal. Esta quarta-feira, a ligação é efetuada por uma embarcação, depois da avaria de uma outra. O primeiro-ministro garantiu ontem que "já foram investidos 18 milhões de euros" na reparação dos navios. Segundo António Costa, o concurso para aquisição de 10 navios, anunciado em abril, "será aberto em janeiro". É um investimento de 50 milhões de euros, 15 dos quais são fundos comunitários. Quatro navios estarão operacionais em 2020, três em 2021 e outros três em 2022.
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