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Correio da Manhã

Portugal
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Pedreiras da Arrábida em risco de expansão

Câmara de Setúbal garante que a Secil tem em curso estudos para expandir área de intervenção.
Bernardo Esteves 25 de Setembro de 2020 às 09:01
Pedreiras da Secil ficam na serra da Arrábida, em Setúbal, junto à fábrica de cimento do Outão
Pedreiras da Secil ficam na serra da Arrábida, em Setúbal, junto à fábrica de cimento do Outão FOTO: João Cortesão
As duas pedreiras da Secil na serra da Arrábida, junto à fábrica de cimento do Outão, poderão vir a ser alargadas. Essa é, pelo menos, a intenção da empresa, segundo denunciou a Câmara Municipal de Setúbal. “A CMS tem conhecimento da intenção da Secil de ampliar a área de exploração de pedreiras. Segundo informação da empresa, sabe também que está em curso a realização do estudo de impacto ambiental para o efeito”, disse ao CM fonte do Gabinete da Presidência da autarquia.

Ao CM, a Secil admite ter “em curso um estudo de alteração da exploração da pedreira que visa melhorar a configuração final desse espaço”, garantindo que o objetivo é diminuir “o impacto ambiental da sua atividade”. E diz que o processo está na fase inicial, devendo os estudos durar seis meses. A empresa afirma que o atual plano de exploração é “datado” e “não incorpora o conhecimento atual”, mas nada refere sobre o eventual alargamento das pedreiras.

Esta ampliação pode ser contudo inviabilizada, de acordo com a autarquia, porque o Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida e o Plano Diretor Municipal não o permitem. “Os diferentes instrumentos de gestão territorial em vigor no concelho não consideram o licenciamento de novas explorações de recursos geológicos e/ou a ampliação das existentes no Parque Natural da Arrábida”, refere o município.

A associação ambientalista Zero considera que a expansão das pedreiras da Secil na Arrábida é “impossível e inadmissível”, e diz que o Plano de Ordenamento do Parque Natural não o permite e que “seria escandaloso” alterar o documento para viabilizar tal intenção.
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